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Deputado bolsonarista é condenado a pagar R$ 80 mil por assédio eleitoral

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 27/12/2023 às 21:18 · Atualizado há 3 dias

A Justiça do Trabalho em Goiás condenou o deputado federalista Gustavo Gayer (PL-GO) ao pagamento de R$ 80 milénio por danos morais. O parlamentar foi criminado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de assédio eleitoral em contexto trabalhista durante o segundo vez das eleições de 2022.

De harmonia com o MPT, Gayer realizou reuniões com funcionários de diversas empresas para promover “propaganda eleitoral irregular” para o portanto candidato à reeleição Jair Bolsonaro. Em um dos casos, Gayer foi a uma panificação, a pedido do proprietário, e fez uma reunião com os empregados para falar sobre “as propostas dos candidatos à Presidência da República”.

No ano pretérito, depois receber uma denúncia anônima, os procuradores entraram com uma liminar na Justiça do Trabalho para impedir a realização de novas reuniões durante o período eleitoral, e o pedido de suspensão foi aceito.

No último domingo (25), o juiz Celismar Coelho de Figueiredo, da 7ª Vara do Trabalho de Goiânia, proferiu sentença para desaprovar o deputado ao pagamento da indenização de R$ 80 milénio.

“A prova documental, apresentada pelo MPT, deixa clara a prática de assédio moral eleitoral no envolvente de trabalho, perpetrada pelo requerido contra trabalhadores de diversas sociedades empresárias sediadas nesta capital, coagindo-os moralmente a votarem em um candidato específico porquê meio de manutenção e geração dos empregos, caso referido candidato fosse reeleito”, escreveu o juiz.

DEFESA
Em um vídeo postado nas redes sociais, Gayer considerou a pena “esdrúxula” e confirmou que vai recorrer. O deputado disse que foi convidado por empresários para explicar o “projecto de governo dos candidatos” e não pediu votos para Bolsonaro.

“Eu levei [ao processo] várias testemunhas, funcionários e ex-funcionários das empresas. Todas dizendo que eu não coagi, que eu não pedi voto e que nenhuma delas foi obrigadas a estarem ali”, concluiu.

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