Josi Albuquerque, de 27 anos, postou um vídeo com roupas de ancestralidade africana em um shopping de Goiânia e foi alvo de comentários racistas.
A modelo relatou que ela e a filha, de apenas um ano, estão sofrendo ameaças de morte pelas redes sociais.
Ela contou que foi até a delegacia e registrou um Boletim de Ocorrência contra os ataques.
A polícia está investigando o caso para identificar as pessoas que fizeram os comentários racistas.
Grupo de mulheres negras é alvo de ataques racistas nas redes
A modelo que foi alvo de racismo depois de postar um vídeo com roupas de ancestralidade africana em um shopping de Goiânia relatou que ela e a filha, de apenas um ano, estão sofrendo ameaças de morte pelas redes sociais. Josi Albuquerque conversou com o g1 e falou sobre a ideia de andar no shopping com as vestimentas típicas e sobre a reação das pessoas.
Segundo Josi, ela e a filha receberam ataques racistas, ameaças de morte e até de estupro. Ela contou que foi até a delegacia e registrou um Boletim de Ocorrência contra os ataques. A modelo disse ainda que o episódio a deixou perturbada, mas que vai continuar de cabeça erguida.
Prints das ameaças recebidas nas redes sociais de Josi — Foto: Reprodução/Instagram
De acordo com Josi, todas as mulheres que aparecem com as vestimentas participaram do concurso Miss Afro, na capital. Ela disse que a ideia de andar com as roupas surgiu após o concurso, com a intenção de mostrar a beleza e ver a reação das pessoas.
Josi também contou que ela e as outras modelos estão planejando gravar outro vídeo com mais pessoas. Segundo ela, não é para afrontar ninguém, mas porque não podem parar e deixar que outras pessoas abalem a autoestima delas.
A modelo ressalta a beleza que ela e as outras representam e disse que precisam incentivar positivamente as pessoas.
Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado da Polícia Civil Joaquim Adorno disse que a Constituição protege a liberdade de opinião, mas que, como qualquer outro direito, ela não é ilimitada. Ele destacou que, uma vez ultrapassado o limite de um simples posicionamento, a pessoa comete crime.
O advogado da Associação de Empresários e Empreendedores para o Fortalecimento do Afroempreendedorismo (Ascenda) em Goiás, José Eduardo Silva, afirmou que a ação abriu espaço para a discussão do tema no estado.
A polícia está investigando o caso para identificar as pessoas que fizeram os comentários racistas. Elas serão chamadas para prestar depoimento.
Grupo de mulheres encenam um desfile em shopping de Goiânia — Foto: Reprodução/Instagram de Josi Albuquerque
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