Nilson Waldir Müller, criador do palhaço Zequinha, símbolo do imaginário curitibano, morreu nesta segunda-feira (5), aos 84 anos.
O artista ficou conhecido pela criação, nos anos 1970, das figurinhas do palhaço Zequinha. Ele também marcou o cenário estadual por ser o primeiro cenógrafo de televisão no Paraná.
Nilson será velado na Sala Esmeralda da Capela Vaticano, localizada na Avenida Desembargador Hugo Simas, 26. O velório ocorre nesta segunda, das 20h às 00h, e na terça-feira (6) a partir das 7h30. O sepultamento está previsto para às 18h30.
Morreu nesta segunda-feira (5), aos 84 anos, o ilustrador Nilson Waldir Müller, criador do palhaço Zequinha, personagem que virou símbolo do imaginário curitibano. O falecimento foi confirmado pela família nas redes sociais do artista.
Valeu cada momento que estivemos ao seu lado, sentindo sua generosidade, aprendendo com sua humildade e com seu modo de encarar a vida
— diz a nota.
O artista ficou conhecido pela criação, nos anos 1970, das figurinhas do palhaço Zequinha, que ganharam nova versão em 2024. Veja no vídeo acima.
Ele também marcou o cenário estadual por ser o primeiro cenógrafo de televisão do Paraná.
Nilson será velado na Sala Esmeralda da Capela Vaticano, localizada na Avenida Desembargador Hugo Simas, 26. O velório ocorre nesta segunda, das 20h às 00h, e na terça-feira (6) a partir das 7h30. O sepultamento está previsto para às 18h30.
Morre Nilson Müller, 'pai' do Zequinha, personagem que virou ícone no Paraná. — Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba
No fim da década de 1920, as figurinhas da bala Zequinha se transformaram em febre nos pátios de escolas e "rodas de bafo" formadas por crianças em Curitiba — Foto: Estúdio C/Reprodução
O personagem Zequinha surgiu em 1928 com as balas que levavam seu nome, produzidas pela fábrica A Brandina, dos irmãos Sobânia, em Curitiba. Na época, vários desenhistas faziam as artes e Zequinha.
Nos anos 1970, Nilson Müller foi quem passou a criar as figurinhas do personagem, com um perfil mais educativo e com traços mais grossos.
Em 1979, elas ganharam uma nova fase através de uma campanha do governo paranaense para a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em que as notas fiscais podiam ser trocadas pelas imagens do palhaço.
Mais de 40 anos depois, em 2021, o ilustrador lançou um novo álbum de figurinhas do personagem, em que Zequinha viaja para outros territórios e interage com cenários atuais.
Foi um fenômeno. Todo mundo acabou acostumando e gostando do personagem. Acabou criando um vínculo afetivo. Tanto que os pais das crianças de hoje, que colecionaram o Zequinha, fazem questão que os filhos colecionem também
— disse Müller em 2021 durante uma entrevista ao g1.
Artista curitibano Nilson Müller desenhando o palhaço Zequinha — Foto: Arquivo pessoal
Nascido em Curitiba em 1941, Nilson começou a desenhar ainda na infância, influenciado por revistas em quadrinhos. Com apenas 12 anos, conheceu o artista Guido Viaro, que o convidou para estudar na Faculdade de Belas Artes.
Ao longo da carreira, Nilson se destacou também como ilustrador de publicidade e artista plástico, sempre mantendo a sua grande paixão pelas histórias em quadrinhos.
Em reconhecimento ao seu impacto cultural e artístico, Nilson Müller foi homenageado como Cidadão Benemérito do Paraná e recebeu o título de Vulto Emérito de Curitiba.
Nas redes sociais, a Gibiteca de Curitiba e a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) lamentaram a morte do ilustrador.
Nilson foi um dos parceiros mais próximos da Gibiteca de Curitiba e deixa um legado imenso para a arte e a cultura paranaense
— diz a nota.
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