O Banco Central (BC) projeta que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 3,6% em 2026, como divulgado nesta quinta-feira no Relatório de Inflação (RI). Para 2024 e 2025, a expectativa é de um aumento de 4,9% e 4,5%, respectivamente, conforme divulgado na semana passada.
As projeções do RI de setembro no cenário de referência para o IPCA eram de 4,3% para 2024, 3,7% para 2025 e 3,3% para 2026.
A probabilidade de o IPCA terminar 2024 abaixo do piso da meta é 0% e de ficar acima do teto é 100%, de acordo com estimativas feitas pelo BC. Para 2025, a chance de ficar abaixo é de 1% e acima é de 50%; para 2026, há 6% de ficar abaixo e 26% de ficar acima.
A meta de inflação é de 3% para 2024 e uma meta contínua no mesmo patamar a partir de 2025. O sistema prevê intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
As projeções apresentadas acima usam o conjunto de informações disponíveis até a última reunião do Copom, de 10 e 11 de dezembro.
Esse cenário pressupõe taxa de juros extraída da pesquisa Focus. Já a taxa de câmbio começa em R$ 5,95, “evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC)”. Por sua vez, “o preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente”.
“Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária ‘verde’ em dezembro de 2024 e de 2025”, diz o BC.
O BC projeta uma alta para o IPCA de 0,58% em dezembro de 202 e, queda de 0,08% em janeiro de 2025, além de avanço de 1,17% para fevereiro e 0,42% para março. Assim, a estimativa é de inflação de 5% nos 12 meses até março.
No trimestre encerrado em novembro, a surpresa inflacionária em relação aos percentuais previstos pelo BC foi positiva em 0,42 ponto percentual.
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