A cidade de Quixeramobim está prestes a virar uma página na história da economia nordestina. Com a visão de Amarílio Macêdo, empresário que fundou a J. Macêdo, a cidade está em plena reformulação para se tornar protagonista da riqueza que produz.
Na entrevista que deu à Folha de SP, Amarílio Macêdo defendeu que o Nordeste precisa mudar sua lógica de desenvolvimento e começar a exportar produtos com valor agregado e tecnologia em vez de apenas matérias-primas.
Para isso, a cidade está investindo em uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e em outros projetos que buscam atrair investimentos e criar oportunidades de emprego para os moradores.
,Com a transnorte de Cacimba de Areia, a política de ZPEs, a expansão do Pecém e a reorganização das cadeias globais de produção, a cidade está em uma posição estratégica para se tornar um grande centro industrial do Brasil.
O que está acontecendo em Quixeramobim?
É abandonar um modelo que já deu o que tinha de dar e começar a construir um novo ambiente econômico. É trancar a porta do "exportar" e abrir a janela do "desenvolver"!
A transformação de Quixeramobim
Com a ZPE em sua estratégia, Amarílio Macêdo propõe que o Nordeste deixe de ser fornecedor de recursos e se torne protagonista da riqueza que produz.
Para ele, a chave está em criar um ambiente onde as três engrenagens da economia - tecnologia, educação e infraestrutura - passam a funcionar em conjunto. E não é só isso: ele também defende que a ideia precisa ganhar peso pela trajetória de quem a sustenta. Porque é aí que a história começa a ser escrita.