Segundo as autoridades americanas, Maduro deve comparecer ao tribunal ainda hoje, nas próximas horas, para sua primeira audiência judicial
Por Rafael Barifouse, Flávia Marreiro, Julia Braun, Giulia Granchi, Camilla Veras Mota, Leandro Prazeres, Mariana Schreiber, Mariana Alvim e Rute Pina
Imagens divulgadas nas últimas horas mostram um comboio que seria responsável pelo transporte de Nicolás Maduro circulando por Nova York. Em registros feitos na cidade, o presidente venezuelano é visto deixando um veículo policial blindado, escoltado por dois agentes.
Na sequência, imagens divulgadas mostram Maduro algemado e escoltado por agentes armados sendo levado até um helicóptero, que decola em seguida com ele a bordo.
Segundo as autoridades americanas, Maduro deve comparecer ao tribunal ainda hoje, nas próximas horas, para sua primeira audiência judicial.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, falou com jornalistas do lado de fora de uma reunião do Conselho da União Europeia.
O governo espanhol tem sido um crítico contundente da retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Albares disse à rádio Cadena Ser que a intervenção violou o direito internacional e estabeleceu “um precedente muito perigoso para o futuro”.
A Espanha solicitou participar da reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada para hoje, que discutirá o tema.
As declarações de Albares ecoaram as do primeiro-ministro socialista, Pedro Sánchez, que disse a integrantes de seu partido que o uso da força por Washington foi “um ato que condenamos plenamente, assim como condenamos o sofrimento do povo da Ucrânia e da Palestina”.
Estima-se que cerca de 600 mil venezuelanos vivam na Espanha, muitos deles tendo fugido do caos econômico e social de seu país nos últimos anos.
O conservador Partido Popular (PP) tem uma visão bastante diferente. A legenda elogiou a saída de Maduro, embora tenha expressado algumas preocupações quanto à legalidade da operação.
O PP alertou contra permitir que a vice-presidente Delcy Rodríguez suceda Maduro e defendeu a realização de eleições.
Hoje acontece a cerimônia anual de instalação da Assembleia Nacional do país — essencialmente a abertura do ano legislativo. No entanto, neste ano, o único item da pauta é a posse da nova presidente interina, Delcy Rodríguez.
A Assembleia Nacional é presidida por seu irmão, Jorge, e está repleta de aliados do governo. Até o momento, Rodríguez também conta com o apoio dos militares, além de outros ministros, como o poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.
Os Estados Unidos a ameaçaram para que, na prática, cumpra suas exigências, e Rodríguez convidou Washington a se engajar em uma “cooperação” dentro dos limites do direito internacional. Se isso se concretizar, um ponto central a observar será o grau — ou não — de coesão mantido pelo governo.
Vale lembrar que esses aliados de Maduro passaram anos criticando duramente os EUA, acusando o país de imperialismo e de querer se apropriar dos recursos da Venezuela.
Qualquer sinal de disputa interna por poder ou de dissidência pode desencadear uma nova onda de instabilidade.
A questão sobre se Maduro é ou não um líder ilegítimo agora é “irrelevante”, afirmou um ex-assessor de alto escalão do líder venezuelano.
“O fato é que Maduro foi sequestrado da Venezuela”, disse Temir Porras Ponceleon ao programa Today, da BBC Radio 4.
Maduro é amplamente visto por opositores dentro do país, assim como por governos estrangeiros, como tendo vencido de forma ilegítima a eleição presidencial venezuelana de 2024, além de ser acusado de reprimir a oposição e a dissidência.
Porras Ponceleon, que foi chefe de gabinete de Maduro entre 2007 e 2013, quando ele era ministro das Relações Exteriores, afirmou que as posições da oposição já não são relevantes porque “o destino da Venezuela não está mais em suas mãos”.
“Agora ele está nas mãos tanto de quem ataca a Venezuela — o governo dos Estados Unidos — quanto daqueles que detêm a realidade do poder, porque parece que a preocupação neste momento é garantir a estabilidade dentro do país”, disse.
Com o foco voltado para a indústria petrolífera da Venezuela após os acontecimentos do fim de semana, os preços do petróleo caíram na segunda-feira. Analistas afirmaram que qualquer interrupção nas exportações venezuelanas de petróleo poderia ser facilmente compensada por fornecimentos de outras partes do mundo.
Por outro lado, os preços de metais preciosos como ouro e prata subiram, à medida que investidores direcionaram recursos para os chamados ativos de “porto seguro”.
O ouro avançou quase 2%, chegando a US$ 4.408 por onça (medida usada no mercado internacional), enquanto a prata subiu 3,5%.
O governo de Cuba afirmou que 32 cidadãos cubanos morreram durante os ataques americanos realizados na madrugada de sábado (3/1), que culminaram na detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Segundo Havana, os cubanos mortos atuavam em missões oficiais de cooperação militar e de segurança no país, a pedido das autoridades venezuelanas. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto nacional e classificou a ação dos EUA como um “ataque criminoso” contra a Venezuela, destacando que as vítimas teriam morrido em confrontos diretos ou em bombardeios a instalações militares.
Na Venezuela, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, acusou as forças americanas de terem “assassinado a sangue frio” integrantes da equipe de segurança de Maduro durante a operação. Apesar das denúncias, o governo venezuelano não divulgou números oficiais de mortos ou feridos, e até agora o único balanço confirmado vem de Cuba, enquanto estimativas extraoficiais variam amplamente.
O episódio marca uma escalada sem precedentes recentes na América Latina e aprofunda a incerteza sobre os próximos passos dos EUA na região. Além do impacto imediato, a operação reacende o debate sobre soberania, direito internacional e os riscos de instabilidade prolongada em um país que já vive uma crise profunda — com reflexos que podem ir muito além das fronteiras venezuelanas.
Crédito, ANDREW CABALLERO-REYNOLDS and Raul ARBOLEDA / AFP via Getty Images
Após o ataque na Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro, Donald Trump ameaçou a Colômbia neste domingo (4/1).
A bordo do Air Force One, avião presidencial dos EUA, o presidente americano foi questionado por jornalistas se os EUA iriam realizar uma operação militar contra a Colômbia. Trump então respondeu: "Para mim, parece uma boa ideia."
"A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo", continuou Trump, em uma aparente referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.
Trump já havia mencionado Petro e seu governo no sábado (3/1). "É melhor ele ficar esperto", disse durante a primeira coletiva de imprensa após os ataques.
Na ocasião, o presidente americano também citou Cuba. "Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando".
"Queremos ajudar o povo de Cuba, queremos também ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba."
O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ainda: "Quando o presidente fala, devemos levá-lo a sério", acrescentando que muitos dos guardas que ajudaram a proteger Maduro durante a incursão americana eram cubanos.
"Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, no mínimo estaria preocupado", acrescentou Rubio.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, publicou uma mensagem em inglês em sua conta no Instagram neste domingo convidando os EUA a trabalhar em conjunto com a Venezuela em uma “agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional”.
A mensagem, que fala ainda em soberania e equilíbrio na relação com Washington, não cita a captura de Nicolás Maduro, que está preso em Nova York.
O texto aparece horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma nova ameaça a Delcy.
À revista The Atlantic o presidente americano disse que a interina "vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro" se "não fizer o que é certo".
Antes, o secretário de Estado americano, Marco Rúbio, havia dito palavras semelhantes e citado diretamente a indústria petroleira venezuelana como um dos pontos onde a presidente interina deveria agir
Trump está a bordo do Air Force One, retornando de seu campo de golfe em Mar-a-Lago para Washington, e respondeu a perguntas de repórteres durante o voo.
Questionado sobre declarações passadas contra mudanças de regime e ações de construção nacional, ele afirmou: “Está na nossa área, a Doutrina Monroe”.
“Estamos no negócio de ter países ao nosso redor que sejam viáveis e bem-sucedidos e onde o petróleo possa fluir livremente”, disse.
O presidente afirmou que os Estados Unidos precisam “trazer” a Venezuela “de volta” e descreveu o país como “morto”.
“E precisaríamos de grandes investimentos das empresas petrolíferas para recuperar a infraestrutura”, afirmou.
Mais tarde, disse que os EUA não vão investir “nada” e que o país vai “cuidar da Venezuela” e “das pessoas, incluindo os venezuelanos que vivem em nosso país e que foram forçados a deixar sua terra”.
Delcy Rodríguez presidiu, na tarde deste domingo, seu primeiro conselho de ministros como presidente interina da Venezuela, cargo que assumiu após os bombardeios dos Estados Unidos que levaram à captura de Nicolás Maduro.
Rodríguez assumiu a Presidência por um período de 90 dias, por ordem do Supremo Tribunal.
Na imagem, ela aparece com Diosdado Cabello (à direita) e Vladimir Padrino.
A primeira imagem de Nicolás Maduro após ser detido no âmbito de uma operação militar dos Estados Unidos neste sábado rodou o mundo.
Foi o próprio Trump quem compartilhou a fotografia de Maduro na rede Truth Social, no momento em que a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pedia uma prova de vida após a captura do presidente e de sua esposa.
A BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, consultou especialistas em defesa e operações militares sobre quais conclusões podem ser tiradas dessa primeira imagem, na qual Maduro aparece vestindo roupas esportivas, com as mãos aparentemente algemadas e com os sentidos bloqueados.
A agência de notícia Reuters divulgou novas imagens de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após eles desembarcarem em Nova York na noite de sábado.
O casal foi levado de avião até a Base Aérea de Stewart, no estado de Nova York, e depois transportado de helicóptero até Manhattan, para o escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA).
Em seguida, foi transferido para o Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, também de helicóptero e depois em comboio policial. Eles devem comparecer a um tribunal federal na segunda-feira, às 12h (14h no horário de Brasília).
Ainda não está claro exatamente quantas pessoas ficaram feridas ou morreram quando os Estados Unidos realizaram sua operação militar na Venezuela, nas primeiras horas da madrugada de sábado.
Mas, um dia depois, as consequências são evidentes para os moradores.
Casas na cidade de Catia La Mar, perto de Caracas, capital da Venezuela, ficaram danificadas e destruídas, segundo a agência de notícias Reuters.
Jonatan Mallora, mototaxista, e seu vizinho Angel Alvarez, vendedor ambulante, disseram à Reuters que acordaram no sábado quando as explosões começaram em sua comunidade.
“Foi pura sorte eles não terem matado meus filhos”, afirma Mallora. Ele e seus dois filhos adultos escaparam ilesos.
Já Alvarez contou à Reuters que não sabia o que fazer ao ouvir o barulho ensurdecedor das explosões. “Estamos vivos por um milagre”, disse.
A União Europeia faz um apelo à calma e à moderação de todos os atores para evitar uma escalada da situação após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.
Em uma nova declaração da alta representante da UE para Assuntos Exteriores, Kaja Kallas, assinada por todos os Estados-membros do bloco, com exceção da Hungria, afirma-se que “deve ser respeitado o direito do povo venezuelano de determinar o seu próprio futuro”.
“Respeitar a vontade do povo venezuelano continua sendo o único caminho para que a Venezuela restaure a democracia e resolva a crise atual”, acrescenta o comunicado. Até o momento, a representação da Hungria junto à UE não se pronunciou sobre os motivos pelos quais o país não assinou a declaração.
Edmundo González, líder da oposição venezuelana e reconhecido pelos Estados Unidos e por outros governos como presidente eleito da Venezuela, afirmou em uma mensagem publicada nas redes sociais que a captura de Nicolás Maduro marca “um ponto de inflexão” na história recente do país.
“Este momento representa um passo importante, mas não suficiente”, disse González. Segundo ele, a normalização do país só será possível com a “libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos” e com o respeito “sem ambiguidades” à vontade popular expressa nas últimas eleições, que a oposição afirma ter tido atas fraudadas.
González também afirmou que, embora a saída de Maduro do país e sua submissão à Justiça configurem “um novo cenário político”, isso “não substitui as tarefas fundamentais que ainda temos pela frente”.
Ele fez ainda um apelo direto às Forças Armadas e aos órgãos de segurança do Estado. “Seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, afirmou ele, que atualmente está na Espanha.
Maduro e sua esposa devem fazer sua primeira aparição em um tribunal federal nesta segunda-feira (5/1).
O comparecimento será principalmente de caráter processual e marca o início do que pode ser uma batalha judicial que se estenda por anos.
A audiência está marcada para começar às 12h (às 14h no horário de Brasília) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Manhattan.
O casal comparecerá diante do juiz distrital Alvin K. Hellerstein, indicado ao cargo pelo então presidente Bill Clinton.
Maduro foi denunciado em um processo criminal por tráfico de drogas que o governo federal dos EUA vem conduzindo há 15 anos, período no qual Maduro figura como réu há seis deles.
Hellerstein supervisiona o caso há mais de uma década e também atuou em outros processos de grande repercussão.
A reunião ministerial extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela terminou sem acordo para uma declaração unificada.
Segundo fontes do Itamaraty, isso já era esperado, devido às fortes divisões que existem hoje na região.
Argentina e Paraguai, dois países que apoiaram a queda de Nicolás Maduro, participaram da reunião a nível técnico, ou seja, sem a presença dos seus chanceleres.
Já o Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que reforçou a posição do presidente Lula de condenação do ataque americano e da captura de Maduro.
Mais cedo, o Brasil também divulgou uma nota conjunta com Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha criticando a "gravidade dos eventos ocorridos na Venezuela" após a intervenção dos EUA no país sul-americano — embora esse fato não seja diretamente citado no comunicado.
O texto repudia "as ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela", as quais iriam de encontro a "princípios fundamentais do direito internacional" consagrados pela Carta das Nações Unidas — mais especificamente a proibição da ameaça e do uso da força e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.
"Essas ações criam um precedente extremamente perigoso para a paz, para a segurança regional e colocam a população civil em risco", diz a nota conjunta.
Se você está chegando agora à nossa cobertura ao vivo, aqui está um resumo do que aconteceu até agora hoje, um dia depois de os Estados Unidos ordenarem um ataque militar na Venezuela e capturarem o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, levando-os a Nova York para enfrentar acusações relacionadas a narcoterrorismo e armas.
A BBC conversou com dois moradores de Caracas sobre o clima sentido pela população da capital venezuelana.
Alirio conta que, no sábado, foi acordado por fortes explosões. Na manhã deste domingo, saiu para dar uma volta de carro pelo seu bairro.
"Está tudo calmo agora", relata ele, que foi ao mercado comprar comida.
Com dois filhos para cuidar, ele diz não saber o que acontecerá a seguir no país, mas acredita que os venezuelanos não "se voltarão uns contra os outros".
Segundo Alirio, os comerciantes estão se esforçando para manter seus estabelecimentos abertos e não cobrar preços abusivos.
O venezuelano diz esperar que seu país "floresça e prospere".
"O isolamento do mundo é uma das coisas mais prejudiciais que aconteceram a este país. Espero que o mundo venha à Venezuela", afirma Alirio.
Já Tomás (nome fictício) desabafa sobre as dúvidas surgidas diante das declarações de Trump sobre os planos para governar a Venezuela.
"Muitas pessoas ainda estão confusas com o discurso do presidente Trump", contou o venezuelano, para quem seu país agora entra na "fase mais perigosa".
Ele teme que uma transição pacífica seja difícil após três décadas de um "regime totalitário implacável".
E se não houver uma transição pacífica, o que pode acontecer é "bem conhecido", afirma Tomás.
Entre os muitos fatos que surpreenderam no sábado, estiveram as declarações de Donald Trump sobre María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz.
Trump deu detalhes da prisão de Nicolás Maduro e disse que os Estados Unidos vão dirigir a Venezuela. Falou em transição, mas não mencionou eleições nem os líderes da oposição venezuelana.
Segundo ele, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, assumiria a presidência. Confirmou que houve mudança de líder, mas não de governo. Trump foi então questionado sobre Machado.
Mas o presidente dos EUA surpreendeu ao afirmar que a Nobel da Paz não tem o apoio nem o respeito da maioria dos venezuelanos. A oposição vem há anos pedindo e lutando para derrubar Maduro e o governo chavista. Trump atendeu apenas à primeira dessas demandas.
Então, em que posição ficam Machado e a oposição? A líder está em Oslo, após deixar o país para receber o Nobel. Já Edmundo González, que muitos consideram presidente eleito após as eleições de 2024, manteve silêncio no sábado e continua na Espanha.
A esperada transição almejada pela oposição, por ora, não será liderada nem por Machado nem por González. Trump vai conduzi-la, com Delcy Rodríguez como presidente interina.
Com isso, Trump garante para si uma transição ordenada e estável, que impeça a migração de mais venezuelanos.
É provável que ele exija contratos petrolíferos para empresas norte-americanas — algo que pode ser viabilizado por meio de leis aprovadas por um novo Parlamento, que toma posse nesta segunda-feira, 5 de janeiro, e é controlado pelo oficialismo.
Por enquanto, porém, não se fala em eleições nem na oposição assumir a liderança do país, como indicaram as urnas em julho de 2024. Maduro já não está no poder. Mas a mudança de regime que a oposição busca há anos ainda não chegou.
Fonte: Agências