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Mdic saúda decisão do Conselho da União Europeia de aprovar assinatura do acordo Mercosul-

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) saudou nesta sexta-feira (9) a decisão do Conselho da União Europeia de aprovar a assi...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/01/2026 às 15:55 · Atualizado há 3 dias
Mdic saúda decisão do Conselho da União Europeia de aprovar assinatura do acordo Mercosul-
Foto: Reprodução / Arquivo

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) saudou nesta sexta-feira (9) a decisão do Conselho da União Europeia de aprovar a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, após mais de 25 anos de negociação. Segundo a pasta, a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em data e local a serem definidos entre os países do bloco sul-americano e o lado europeu.

O MDIC destacou que este é o maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos maiores firmados pela União Europeia com parceiros comerciais. Segundo a pasta, o tratado envolve dois dos maiores blocos econômicos do mundo, que somam cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.

A aprovação pelas instâncias comunitárias europeias permitirá que o Acordo de Parceria seja assinado após mais de 26 anos do início das negociações. O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões. Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais

— disse o MDIC em nota à imprensa.

Após o adiamento em dezembro, os Estados-membros da União Europeia confirmaram nesta sexta-feira que uma ampla maioria deles apoia o acordo de livre comércio com o Mercosul. Este será o maior pacto comercial do bloco europeu, mais de 25 anos após o início das negociações e depois de meses de disputa para garantir o apoio dos principais Estados-membros.

Como mostrou o Valor, o governo brasileiro já projeta ganhos com o acordo que vão além do aumento das vendas ao mercado europeu. A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC, estima que o tratado pode gerar um efeito de “transbordamento”, ao tornar a indústria brasileira mais competitiva e, com isso, ampliar as exportações para outros mercados, além de inserir insumos nacionais nas cadeias produtivas europeias que abastecem outras regiões do mundo.

A simulação feita pela Secex com exclusividade ao Valor indica que, em um horizonte de 20 anos após o início do acordo, as exportações brasileiras totais cresceriam 2,7% na comparação com o cenário sem acordo. As vendas aumentariam 13% para o mercado europeu, mas o efeito de encadeamento das cadeias produtivas e a redução de custos de insumos também ampliariam as exportações para Estados Unidos (alta de 2,6%) e China (1,6%).

Pasta afirmou que trata-se do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos maiores firmados pela União Europeia com parceiros comerciais

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