Publicidade
Capa / Econômia

Entenda o bombardeio digital contra o BC envolvendo o Banco Master

O Banco Central (BC) e representantes do setor bancário foram alvo de uma ofensiva coordenada nas redes sociais próximo à virada do ano. As publicações, conc...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 15:20 · Atualizado há 2 dias
Entenda o bombardeio digital contra o BC envolvendo o Banco Master
Foto: Reprodução / Arquivo

O Banco Central (BC) e representantes do setor bancário foram alvo de uma ofensiva coordenada nas redes sociais próximo à virada do ano. As publicações, concentradas em um curto intervalo de tempo, partiram majoritariamente de perfis de fofoca e entretenimento e levantaram questionamentos sobre a atuação do regulador.

A movimentação ocorre em meio às investigações envolvendo o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em 18 de novembro. A instituição controlada por Daniel Vorcaro também é alvo de apuração pela Polícia Federal (PF), que investiga supostas fraudes financeiras que movimentaram R$ 12,2 bilhões por meio da emissão de títulos de crédito falsos vendidos ao Banco de Brasília (BRB).

No fim do ano passado, o BC passou a ser questionado sobre a liquidação extrajudicial do Master pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus. Paralelamente, a situação do banco também se tornou alvo de investigação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

Em meio ao receio de que esses movimentos possam levar à reversão da liquidação, o setor financeiro, que também foi alvo da ofensiva nas redes sociais, passou a defender publicamente a atuação técnica do BC. Outras entidades ligadas ao setor não financeiro também divulgaran notas de apoio à autoridade monetária.

O BC e entidades do setor financeiro foram alvo de uma ofensiva coordenada nas redes sociais pouco antes da virada do ano. As publicações se concentraram em um intervalo de cerca de 36 horas e partiram de perfis conhecidos por conteúdos de entretenimento e celebridades, que não costumam tratar de temas econômicos. Pelo menos 46 perfis em redes sociais teriam atuado no bombardeio digital.

Um dos principais alvos foi Renato Gomes, ex-diretor de organização do sistema financeiro e de resolução do BC. A área comandada por Gomes foi responsável por recomendar o veto à compra do Master pelo BRB e por subsidiar os achados posteriormente encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF), que resultaram na investigação por supostas fraudes. Gomes deixou o cargo em 31 de dezembro. A ofensiva digital também mirou o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seus familiares, e o diretor de fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino Santos.

volume atípico de postagens com menções à entidade e a seus representantes

— Além das autoridades, banqueiros e associações do setor financeiro que reagiram publicamente em defesa do BC também passaram a ser alvo das publicações. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nota nesta terça-feira (6) afirmando ter identificado, no fim de dezembro, um .

mudanças regulatórias frequentes

— As publicações combinavam críticas de viés técnico, questionamentos institucionais e ataques pessoais. Uma postagem publicada em 2 de janeiro no Instagram por um perfil de fofoca atribuiu à gestão de Renato Gomes no BC um suposto cenário de instabilidade no mercado financeiro, citando , “interpretações voláteis das normas” e “ausência de sinalização clara”, o que, segundo o texto, teria ampliado a insegurança jurídica. Outro perfil que participou da ofensiva publicou, em 31 de dezembro, conteúdo sobre os depoimentos prestados naquele dia por Daniel Vorcaro e pelo presidente do BRB à PF.

Ainda não há confirmação sobre quem coordenou a ofensiva digital. Os influenciadores teriam recebido propostas de agências para difundir em seus perfis nas redes sociais a versão de que o BC havia se precipitado ao decretar a liquidação do Master. A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, cita a Agência MiThi, mantida por Thiago Miranda, ex-CEO e sócio do Grupo Leo Dias, como contratante final dessas postagens.

O projeto de ataques coordenados, batizado de “DV” (iniciais de Daniel Vorcaro, dono do Master), teria como objetivo impulsionar a versão de "precipitação" e levantar dúvidas sobre a atuação da autoridade monetária na condução do processo.

A colunista de O Globo também informou que os contratos oferecidos a influenciadores chegavam a R$ 2 milhões e previam cláusulas de sigilo absoluto para evitar vazamentos e preservar a aparência de um movimento orgânico contra o órgão regulador. As cifras e os diálogos indicam que o valor do cachê variava conforme o número de seguidores do perfil.

A Polícia Federal vai investigar os ataques virtuais a autoridades e instituições envolvidas na liquidação do Banco Master. Como mostrou o Valor, a apuração busca identificar se houve pagamento pelas publicações e quem teria financiado a ofensiva digital.

Para 2026, a expectativa de alguns economistas é de que políticas de estímulo possam ajudar a indústria de transformação

País agradeceu ao presidente Lula (PT), ao ex-primeiro-ministro da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero e ao governo do Catar pelo apoio à Venezuela, sugerindo que podem ter relação com a libertação

Publicações, concentradas em um curto intervalo de tempo, partiram majoritariamente de perfis de fofoca e entretenimento e levantaram questionamentos sobre a atuação do regulador

Santiago Peña indicou que o país vizinho deve rever os termos do entendimento firmado com o Brasil, em maio 2024, sobre a tarifa da hidrelétrica binacional

Movimentação causa estranheza por ocorrer um dia depois de o presidente Lula indicar o ex-diretor Otto Lobo para a presidência da CVM e o advogado Igor Muniz para uma cadeira de diretor do colegiado

Ações do setor de defesa foram destaque nesta quinta (8), após Donald Trump sinalizar aumento nos gastos militares e com os investidores monitorando tensões geopolíticas na Venezuela e na Groenlândia

Empresas, entidades e cidadãos podem enviar sugestões até 30 de janeiro para a futura regulamentação da política de resíduos

Órgão pede que o relatório traga a formulação qualitativa e quantitativa do fluido e características de “biodegradabilidade” da substância, entre outros pontos

Resolução passará por uma votação final no Senado antes de ser enviada à Câmara dos Deputados, e caso avance, para Trump derrubar o veto, são necessárias maiorias de dois terços em ambas as casas

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade