Os preços de alimentação e bebidas subiram 0,23% em janeiro, ante 0,27% em dezembro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de 0,23% foi a menor para o grupo em um mês de janeiro desde 2006.
A alimentação no domicílio subiu 0,10% em janeiro, uma desaceleração em relação ao avanço de 0,14% de dezembro, que tinha interrompido uma sequência de seis meses seguidos de quedas de preços.
Ao explicar o resultado, o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, cita condições climáticas mais favoráveis em janeiro de 2026 que em outros primeiros meses do ano, o que contribui para o aumento da produção e algum alívio nos preços. Gonçalves também admite alguma influência positiva da queda do dólar, que favorece preços de commodities.
É um movimento [de alta de preços de alimentos] que, possivelmente, é sazonal. Mas, mesmo assim, percebe, [uma alta menor] em comparação
— diz.
O preço da alimentação no domicílio subiu 1,07% em janeiro de 2025 e 0,10% em janeiro de 2026. “Janeiro de 2025 estava pegando ainda o fim de 2024, que estava muito quente, e, agora, há uma condição melhor. Condições climáticas mais favoráveis tendem a ter impacto nos alimentos in natura e isso chega depois para o consumidor”, completa.
Em termos de produtos, as maiores pressões para a queda de preços vieram do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No primeiro caso, houve aumento da produção doméstica e também da importação, o que favorece os estoques e pressiona os preços para baixo.
No caso do ovo, o preço mais favorável do milho – usado como ração – reduziu o custo de alimentação do plantel e beneficiou a produção, segundo Gonçalves. Já o período da Quaresma é de maior demanda por ovos, pela tradição católica de menor consumo de carnes, o que tende a pressionar os preços para cima.
Em janeiro de 2026, os produtos que mais impulsionaram os preços dos alimentos foram tomate (+20,52%) e carnes (+0,84%), principalmente contrafilé (+1,86%) e alcatra (+1,61%).
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Condições climáticas mais favoráveis tendem a ter impacto nos alimentos in natura
— comenta o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves
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