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Sob Lula 3, balança comercial tem os três maiores superávits em 36 anos

Aos olhos menos desavisados, o saldo da balança comercial de 2025 pode soar controverso. Impactada pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 17:21 · Atualizado há 1 hora
Sob Lula 3, balança comercial tem os três maiores superávits em 36 anos
Foto: Reprodução / Arquivo

Aos olhos menos desavisados, o saldo da balança comercial de 2025 pode soar controverso. Impactada pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a balança comercial brasileira encerrou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, o menor montante em três anos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No ano passado, o saldo apresentou queda de 7,9% em relação a 2024, quando o superávit havia alcançado US$ 74,2 bilhões.

Por outro lado, o superávit divulgado hoje foi o terceiro maior comercial anual desde o início da série história, em 1989. Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

O superávit ocorre quando as exportações superam as importações; quando acontece o contrário, o resultado é deficitário.

Apesar do tarifaço, o Brasil conseguiu diversificar os parceiros comerciais, minorando os impactos do tarifaço de Trump.

Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

Outro aspecto é que, com o crescimento da economia brasileira, houve aumento das importações, basicamente compra de insumos usados na produção nacional.

Abril: início das tarifas para diversos países, com sobretaxas maiores para produtos como aço e alumínio. Agosto: anúncio de uma sobretaxa específica de 50% para o Brasil, acompanhada de uma lista com mais de 700 exceções, incluindo suco de laranja, aeronaves, petróleo e fertilizantes. Novembro: após avanço nas negociações entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, os EUA retiraram do tarifaço produtos como carne bovina, café, açaí e cacau. Ainda assim, parte das exportações brasileiras segue sujeita a tarifas.

O desempenho da balança comercial não foi mais negativo devido ao crescimento das exportações para outros mercados, que compensou parcialmente a retração nos EUA.

Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos. O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior

— afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.

Divisão no continente impediu que uma declaração final fosse adotada

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