Os conceitos ou princípios de rede, nunca foi uma dificuldade ou um pouco que as populações negras não soubessem desenvolver, vide que as suas práticas de sustentação e manutenção de seus costumes e tradições, sempre perpassaram por nascente tipo de organização coletiva em rede.
O que se justifica em sua própria existência frente as investidas de práticas externas contrárias com o colonialismo, as suas diversas formas de lutas pela sobrevivência e fortalecimento de suas culturas e formas de viver.
São diversas redes que se formaram em prol da valorização e dignificação da população negra, incidindo em organizações e articulações que primam por conduzir e orientar o coletivo preto enquanto núcleos de resistência.
Redes de mulheres negras, Redes de Religiões afrobrasileira e Saúde, Rede Quilombola e esta Rede Afroambiental que pretendo expor cá uma vez que esta rede especifica, se organiza e se articula provocando o Estado Brasílico e a sociedade.
A Rede Afro Ambiental atua uma vez que advocacia Internacional dos Povos de Matriz Africana, formando a Juventude do Rio de Janeiro e outros estados da União, referente a Ancestralidade e Crise Climática nas Comunidades de Matriz Africanas pelo Clima e a crise climática proveniente do Antropoceno, ou seja as intervenções do varão ao meio envolvente.
A Rede Afroambiental atua com o fortalecimento internacional de implementação de Políticas Públicas e atualmente está atuando nas cinco Regiões do Brasil, muito uma vez que na Europa, América Latina e África.
Nesta semana mais especificamente nos dias 30 e 01/12 a Rede Afroambiental estará realizando um encontro que tem por objetivo finalizar a Agenda Climática dos Povos de Matriz Africana que é o resultado da escuta de lideranças do Brasil e afro-descendentes, fazendo uma devolutiva para subsidiar a formulação da ODS 18 na Agenda 20/30 para Combater o Racismo ambiental e todas suas formas correlatas de discriminação.
A Rede Afroambiental procura na ODS 13 ferramentas para mitigar os efeitos das Injustiças Climáticas e seus efeitos e reflexos cruéis contra os Povos Afro-descendentes vulnerabilizados ao longo de todo um processo histórico nefasto do capitalismo e o racismo nas diásporas negras e o continente africano, e consequente todo o planeta.
Estes princípios de se trabalhar em Rede, foi um dos mecanismos que possibilitaram que as comunidades negras não fossem exterminadas, promovendo nestas comunidades o sentido de unidade na inconstância enquanto uma prática de resistência para reexistir.
Criando nós de sustentação e elos muito muito fortalecidos que simbolizam o verdadeiro sentido do noção Unbuntu “sou por que somos”, onde a individualidade não cabe.
A Rede afroambiental, só se sustenta por que pensa que trabalhar meio envolvente, é trabalhar um envolvente mais espaçoso. Para esta rede, envolvente é saúde, envolvente é natureza, envolvente é ensino, envolvente é ancestralidade, envolvente é espiritualidade, envolvente zelo com seres humanos e não humanos. Portanto quando a Rede Afroambiental defende o meio envolvente, ela está dizendo, que esta resguardo é encima de um envolvente integral, onde o varão não é o dominante, mas uma das partes que compõem nascente envolvente.
Redes de sustentação, Redes de viver!