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Presos na Operação Lesa Pátria ainda mantêm crença no golpe

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/03/2024 às 10:07 · Atualizado há 3 dias

Os dois sócios de rede atacadista presos na 25ª lanço da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federalista, nesta quinta-feira, 29, ainda acreditam e pregam que houve fraudes nas eleições de 2022. A informação consta da representação encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes para deflagração do trabalho da PF.

Delegados responsáveis pela Operação Lesa Pátria citaram a crença de investigados na ‘legitimidade’ da intentona golpista do 8 de janeiro, mesmo um ano em seguida a invasão das sedes dos poderes, uma vez que justificativa da prisão.

A PF destacou uma vez que Joveci Xavier de Andrade e Adauto Lúcio de Mesquita, sócios da rede de supermercados Melhor Atacadista, ainda acreditam na intentona golpista, com esteio na narrativa de “suposta ocorrência de fraudes nas eleições, da premência de impedir a existência, mediante mediação das forças armadas, do governo eleito, e da justeza de promover constrangimento ou mesmo impedir o funcionamento do STF”. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Nessa risca, a prisão preventiva dos empresários foi solicitada sob o argumento de que não é ‘útil descartar a possibilidade de eles voltarem a cometer ilícitos contra o Estado Democrático de Recta e de Incitação ao violação’. A Procuradoria-Universal da República foi contra as detenções, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federalista, acolheu o pedido da PF.

“A liberdade de alguém que comprovadamente participou de atos criminosos contra os poderes da República atenta contra a credibilidade do Poder Judiciário, por não adotar medidas tempestivas e adequadas relativas à persecução criminal”, sustentou ainda a corporação.

O pedido da PF culminou na ofensiva que na quinta-feira (29) buscou provas nas casas de supostos financiadores e organizadores de atos antidemocráticos realizados em seguida as eleições 2022. Os alvos pagaram por um trio elétrico usado em revelação golpista e angariaram fundos para bloqueios realizados em seguida a vitória do presidente Luiz Inácio Lula Silva.

 Três empresários foram presos

Além de Adauto e Joveci, foi tomado Diogo Arthur Galvão, que trabalha em uma empresa do ramo de madeira. Ele transmitiu ao vivo o ato golpista em Brasília, publicando imagens dentro dos prédios públicos invadidos no 8 de janeiro.

Aliás, os investigadores fizeram buscas em sete estados e no Província Federalista. Durante as diligências, a PF encontrou, na moradia de um empresário em Palmas valores em espécie: US$ 126 milénio, R$ 104 milénio, além de 20 milénio euros. Também apreendeu 70 armas e um veículo Hummer.

 

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