O ano de 2023 não foi zero bom para a Jovem Pan. Balanço contábil divulgado na última terça-feira (23) demonstra que a emissora registrou prejuízo de R$ 710 milénio — em 2022, houve faturamento de R$ 21,8 milhões.
Segundo o balanço, o faturamento da Rádio Pan-Americana S/A — esta é a razão social — caiu 26%, com perda de R$ 27 milhões em receitas, passando de R$ 103,4 milhões em 2022 para R$ 76,4 milhões em 2023. A informação é do jornalista Daniel Castro, do Uol.
O principal motivo do trambolhão financeiro foi a punição imposta pelo Google, que deixou de monetizar o teor da emissora no YouTube. Também contribuiu para a perda de receita, o incisão de quase R% 5 milhões ao ano em verbas do governo federalista.
Sem a monetização do YouTube e o término das verbas do governo federalista, a emissora cortou custos e promoveu demissões. Com as medidas, houve também aumento das despesas administrativas em 70%, de R$ 18,3 milhões para R$ 31,3 milhões
Em novembro de 2022, o Google suspendeu a monetização dos vídeos da emissora por “desinformação eleitoral e violação das diretrizes de publicidade” da plataforma.
A Jovem Pan, que arrecadava até R$ 20 milhões por mês com conteúdos no jornalísticos no YouTube. A monetização só voltou em março deste ano.
Jair Bolsonaro em visitante à emissora em 2022 (Reprodução)
Jovem Pan e Bolsonaro
Durante os anos do governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), a Jovem Pan apresentou propagação robusto. O faturamento saltou de R$ 65,3 milhões em 2017 para R$ 103,4 milhões em 2022.
A emissora também lucrou com verbas de campanhas publicitárias sob o comando de Bolsonaro. Em quatro anos, a Jovem Pan recebeu R$ 18,8 milhões do governo federalista, segundo a Folha de São Paulo.
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