Por Lucas Estanislau — Brasil de Vestuário
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que o país romperá relações diplomáticas com Israel por conta do massacre cometido contra palestino na Fita de Gaza. Desde outubro do ano pretérito, mais de 34 milénio pessoas já foram mortas.
A enunciação ocorreu durante o pronunciamento do mandatário durante os atos de comemoração nesta quarta-feira (01) no Dia Internacional do Trabalhador e da Trabalhadora.
Diante de vocês, o governo da mudança, o presidente informa que amanhã serão rompidas as relações diplomáticas com Israel por ter um presidente genocida
— disse Petro a centenas de apoiadores na Rossio de Bolívar, em Bogotá.
O presidente ainda afirmou que “o mundo poderia ser resumido em uma só vocábulo, todas as consígnias e cores poderiam ser resumidas em uma só vocábulo que reivindica a urgência da vida, da rebeldia, a bandeira jurisdição e a resistência: essa vocábulo é Gaza, é Palestina, são as crianças e bebês mortos, esquartejados pelas bombas”.

Comemoração do 1º de Maio na Colômbia, onde discursou o presidente Petro
Petro também citou os apoios à Palestina pelo mundo e disse que “hoje, toda a humanidade está de negócio conosco e nós com ela, não podemos voltar às épocas de genocídio e extermínio de um povo inteiro diante de nossos olhos e de nossa passividade”.
O pregão é o mais recente passo de uma escalada diplomática iniciada pelo governo de Petro em pena às ações militares de Israel contra a Fita de Gaza iniciada em seguida os ataques do Hamas em outubro do ano pretérito.
Até logo, o presidente colombiano já havia ameaçado romper relações e laços comerciais com Israel já haviam sofrido interrupções por conta disso. Agora, a Colômbia se juntará a Bolívia e Venezuela no rol de países sul-americanos que não mantém relações diplomáticas com Israel.
Marcha em resguardo do governo Petro

O presidente participou das manifestações do 1º de maio e discursou no evento organizado por centrais sindicais. Foto: AFP
O presidente participou das manifestações do 1º de maio e discursou no evento organizado por centrais sindicais. A participação serviu, segundo o próprio Executivo, para tutelar o governo de ataques da direita e da extrema direita que ameaçam derrubar Petro.
A decisão do mandatário foi uma resposta às mobilizações de 22 de abril, quando opositores saíram às ruas para reclamar contra as reformas propostas pelo governo. Desde o início do seu procuração, o presidente colombiano enfrenta críticas e ataques da direita do país que procura barrar as reformas na saúde, instrução, aposentadorias e nas leis trabalhistas.