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Mina da Braskem em Maceió se rompe sob a Lagoa Mundaú; veja vídeo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/12/2023 às 15:09 · Atualizado há 5 horas

O prefeito de Maceió (AL), João Henrique Caldas, divulgado uma vez que JHC (PSB), informou no X que a Mina 18 da Braskem se rompeu em trecho sob a Lagoa Mundaú, próximo ao Mutange, um dos vários bairros afetados pela ação mineradora da empresa (veja o vídeo aquém).

“Às 13h15 de hoje, a mina 18 sofreu um rompimento, no trecho da lagoa próximo ao Mutange. Estarei em instantes sobrevoando a superfície com os nossos técnicos”, afirmou JHC.

Também segundo o prefeito, a Resguardo Social municipal afirma que a mina e todo o entorno estão desocupados e “não há qualquer risco para as pessoas”.

LEIA: CPI da Braskem será protocolada mesmo sem pedestal do PT, diz Renan Calheiros

Em vídeos compartilhados por JHC, é verosímil ver que, no momento em que há o rompimento, é formado uma espécie de vortex na chuva.

Soçobro depressa

Autoridades já alertavam que a mina estava afundando cada vez mais rápido. Entre sexta-feira (8) e sábado (9), a Resguardo Social de Maceió informou que a estrutura havia doado 2,16 metros (m), a uma velocidade de 0,35 centímetros por hora (cm/h).

Em 24 horas, o solo cedeu 8,6 centímetros na região. No boletim anterior, divulgado na tarde de sexta, a velocidade de soçobro da mina era menor, de 0,21 cm por hora, apresentando um movimento de 5,2 cm ao longo de 24 horas.

VEJA: Saiba mais sobre a Braskem, a empresa que causou o soçobro em Maceió

Por razão disso, a Resguardo Social manteve o nível de alerta para o risco de colapso da mina, que fica na região do velho campo do CSA, no bairro Mutange, região oeste da capital.

“Por sobreaviso, a recomendação é clara: a população não deve transitar na superfície desocupada até uma novidade atualização da Resguardo Social, enquanto medidas de controle e monitoramento são aplicadas para reduzir o risco”, informava a Resguardo Social, por nota.

Um breve histórico

A Braskem teve em Maceió 35 poços de extração de sal-gema, material usado para produzir PVC e soda cáustica.

A exploração do minério começou em 1979 e se manteve até maio de 2019, quando foi suspensa um dia depois a divulgação de laudo pelo Serviço Geológico apontando riscos nas escavações.

Recentemente, a jornalista Heloisa Vilela, do ICL, fez uma série de reportagens sobre a ação da mineradora Braskem em Maceió:

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Lira tem relação com ação da Braskem que gera ‘terremoto’ em Maceió
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