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Mentirosos contra o RS

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/05/2024 às 05:51 · Atualizado há 6 dias

Diante da catástrofe climática que há muitos dias arrasa cidades inteiras no Rio Grande do Sul e impõe sofrimento aos gaúchos, o Brasil se uniu para ajudar. Enquanto as autoridades federais e estaduais trabalham em conjunto para resgatar vítimas das enchentes, salvar vidas e prometer recursos para o socorro, de todos os estados são enviadas doações de mantimentos e itens de urgência para os desabrigados.

Essa manante de solidariedade só não é maior porque políticos e outros personagens de extrema direita têm se devotado com afinco a atrapalhar os esforços de doação e resgate. Em graduação industrial, figuras uma vez que o empresário Pablo Marçal, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Cleitinho (PL-MG) espalham fake news de vários tipos, de cobrança de impostos dos veículos que transportam mantimentos para os desabrigados até proibição de circulação das embarcações de salvamento. Tudo falso.

Dessa vez, a enxurrada de mentiras tem o objetivo de virar a boa avaliação que a população teve da reação do governo federalista à catástrofe. Nas primeiras pesquisas de opinião, o trabalho da equipe do presidente Lula foi elogiada pela maioria dos entrevistados. Mais preocupados com a disputa política que com a solidariedade aos gaúchos, os bolsonaristas voltaram a recorrer a sua milícia do dedo para disseminar desinformação.

O primeiro ataque de peso foi feito por Pablo Marçal, que divulgou em suas redes um vídeo em que um publicado militante da extrema direita dizia que caminhões com doações foram barrados nas estradas porque o material não tinha nota fiscal. A mesma moca foi disparada por Eduardo Bolsonaro, Cleitinho e até pelo governador bolsonarista Jorginho Mello, atingindo milhões de pessoas e gerando revolta.

Apesar dos desmentidos oficiais, na quarta-feira (8) deputados do grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro foram à tribuna da Câmara para fazer discursos que deram repercussão às informações falsas.

Isso obrigou autoridades federais e estaduais a interromperem os esforços que estavam concentrados em salvar vidas para rebater informações falsas, que circulam com grande intensidade.

Uma pesquisa Quaest revelou a magnitude dos prejuízos causados por essa máquina de fake news: um terço dos entrevistados recebeu alguma notícia falsa sobre a tragédia no Rio Grande do Sul, principalmente por grupos de WhatsApp.

“É até difícil entender porque alguém faz uma coisa dessas”, desabafou o ministro Paulo Pimenta, em entrevista ao Jornal Pátrio.

Pimenta afirmou que os conteúdos falsos têm consequências de vários tipos, desde fazer com que pessoas fiquem com pavor de trespassar das casas a desestimular doações.

Por solicitação dele, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pediu à Polícia Federalista uma investigação contra a divulgação de mentiras sobre as enchentes no Rio Grande do Sul. No ofício, Pimenta cita preocupação com o “impacto dessas narrativas na credibilidade das instituições uma vez que o Tropa, FAB, PRF e Ministérios, que são cruciais na resposta a emergências.”

O ministro afirma no pedido a Lewandowski que “a propagação de falsidades pode diminuir a crédito da população nas capacidades de resposta do Estado, prejudicando os esforços de evacuação e resgate em momentos críticos. É fundamental que ações sejam tomadas para proteger a integridade e a eficiência das nossas instituições frente a tais crises.”

É preciso agir com rigor contra os propagadores de mentiras. A prioridade continua sendo o socorro aos gaúchos, mas nessa tragédia os divulgadores de mentiras mostraram mais uma vez o quanto podem ser nocivos para a vida pátrio e o quanto lhes falta escrúpulos.

Agora, toda força deve ser concentrada no combate aos efeitos da enchente. Mas quando as águas baixarem, o combate às fake news deve voltar à ordem do dia — mormente em um ano eleitoral.

Pelo muito do Brasil, seus autores e divulgadores mais graduados precisam ser punidos exemplarmente.

 

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