Por Carolina Pimentel – Filial Brasil
Um estudo liderado por um pesquisador brasílico e um nipónico levanta a hipótese da existência de um novo planeta no Sistema Solar.
Os cientistas brasílico Patryk Sofia Lykawka, da Universidade Kindai, do Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Vernáculo do Japão, informam que o planeta estaria localizado em uma região distante chamada de Cinturão de Kuiper e com volume entre 1,5 e 3 vezes a do planeta Terreno.
“Prevemos a existência de um planeta semelhante à Terreno e de vários TNOs [objetos transnetunianos] em órbitas peculiares no sistema solar exterior, que podem servir uma vez que assinaturas testáveis observacionalmente das supostas perturbações do planeta”, dizem os pesquisadores em item publicado na revista científica Astronomical Journal.
Em entrevista à sucursal de notícias da Unisinos, Patryk Lykawka informou que simulações mostraram que o Sistema Solar – publicado hoje por reunir quatro planetas gigantes (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) – não explica as propriedades encontradas no suposto novo planeta. Ele graduou-se em física e matemática pela universidade privada.
“Dessa forma, levante estudo prevê a existência de um planeta com volume de aproximadamente 1,5 a 3 Terras no sistema solar extrínseco distante, situado além de 200 unidades astronômicas. Há três órbitas possíveis para o planeta, de aproximadas: 200 a 300 unidades astronômicas, 200 a 500 unidades astronômicas e 200 a 800 unidades astronômicas, mas os melhores resultados favorecem as duas últimas órbitas”, afirmou na entrevista.
O pesquisador destacou ainda o impacto da invenção na comunidade científica e nos estudos futuros sobre o Sistema Solar. “Primeiro, o Sistema Solar oficialmente teria nove planetas novamente. Aliás, assim uma vez que ocorreu em 2006 com a reclassificação de Plutão, precisaríamos aprimorar a definição de ‘planeta’, já que um planeta massivo localizado muito além de Netuno provavelmente pertenceria a uma novidade classe. Por termo, nossas teorias do sistema solar e da formação de planetas também precisariam ser revistas.”
De pacto com a Unisinos, o brasílico reside há mais de 20 anos no Japão e leciona na Universidade Kindai.