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790 mil clientes seguem sem luz em São Paulo 44 horas depois da chuva

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 13/10/2024 às 18:26 · Atualizado há 1 semana
790 mil clientes seguem sem luz em São Paulo 44 horas depois da chuva
Foto: Reprodução / Arquivo

 

Por Brasil de Fato

Na tarde do domingo (13), a Enel divulgou novo informe sobre o apagão em São Paulo: segundo a concessionária, 790 mil clientes continuam sem luz. Desde o temporal de sexta-feira (11), que deixou mais de 2 milhões de imóveis sem energia, a Enel conseguiu restabelecer o fornecimento para 1,3 milhão de clientes.

A empresa informou também que equipes do Rio de Janeiro e do Ceará foram deslocadas para ajudar nos trabalhos.

A cidade de São Paulo é a região mais afetada, com 496 mil casas sem energia, concentradas principalmente nos bairros de Jabaquara, Campo Limpo, Pedreira e Jardim São Luís. Além da capital, os municípios mais impactados neste momento são: Cotia, com 62 mil clientes sem energia, São Bernardo do Campo com 47 mil e Taboão da Serra com 44 mil.

Mais de 2 milhões de clientes ficaram sem luz desde as chuvas de sexta-feira dia 11 (Foto: Arquivo pessoal)

Procon notifica Enel pela demora na volta da luz

O Procon-SP informou que vai notificar a Enel para que a empresa esclareça os motivos para a demora no restabelecimento da energia. O órgão exigiu da empresa um plano detalhado de enfrentamento para eventos climáticos severos e determinou um prazo de 48 horas para que a concessionária apresente uma resposta oficial.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, no sábado (12), que intimou a empresa para que ela apresente as justificativas da falta de energia e a proposta de adequação imediata do serviço de energia.

O apagão também virou tema no segundo turno das eleições municipais. O deputado federal e candidato pelo PSOL, Guilherme Boulos, acionou o Ministério Público contra a prefeitura e a Enel, solicitando uma investigação sobre a a conduta da empresa e cobrando um plano de manejo e poda de árvores da gestão Nunes.  Boulos registrou o impacto do apagão na sua própria residência e visitou comunidades também afetadas.

Já o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), atribuiu a Enel a culpa pela demora na normalização de alguns serviços da cidade e remoção de árvores e galhos caídos.

 Apagão de 2023: Enel responsabilizou clima

Em novembro do ano passado, moradores de São Paulo chegaram a ficar quase uma semana sem energia elétrica após um temporal. O caso fez a Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aplicar multa de mais de R$ 165 milhões na concessionária.

Em sua decisão, a agência considerou que os eventos climáticos adversos do dia 03/11/23 justificam a origem das interrupções no fornecimento de energia elétrica, no entanto, não eximem a distribuidora de sua responsabilidade de restabelecer o serviço de forma rápida e eficaz.

Na ocasião, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, foi muito criticado por ir à Fórmula 1 enquanto parte da cidade estava no escuro.

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