Os gêmeos siameses Marcos e Mateus, que nasceram unidos pelo quadril, representam um caso raro e complexo, segundo o médico Zacharias Calil.
Para o especialista, o caso só não é mais complicado do que o de bebês que nascem unidos pela cabeça.
A família viajou cerca de 600 km entre Canarana, no Mato Grosso, e Goiânia para o parto.
Os irmãos nasceram ligados pelo tórax, abdômen e bacia. Eles têm três pernas, dividem a mesma genitália e apresentam uma anomalia anorretal.
Os gêmeos siameses Marcos e Mateus, que nasceram unidos pelo quadril, representam um caso raro e complexo, segundo o médico Zacharias Calil. Para o especialista, o caso só não é mais complicado do que o de bebês que nascem unidos pela cabeça. A família viajou cerca de 600 km entre Canarana, no Mato Grosso, e Goiânia para o parto.
De acordo com a TV Anhanguera, os irmãos nasceram ligados pelo tórax, abdômen e bacia. Eles têm três pernas, dividem a mesma genitália e apresentam uma anomalia anorretal. Os médicos consideram o caso raro e afirmaram que o parto foi delicado e de alta complexidade.
O nascimento dos gêmeos aconteceu na manhã desta terça-feira (6), no Hospital Estadual da Mulher (HEMU), na capital. Após o parto, Marcos e Mateus foram levados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.
Ainda segundo Zacharias, os gêmeos precisam passar por uma cirurgia de colostomia em até 36 horas para garantir o funcionamento do intestino. Após esse procedimento, os siameses serão preparados para a cirurgia de separação, que deve ocorrer quando tiverem entre oito meses e um ano de vida.
A médica Jéssica Alencar, que participou do procedimento, deu detalhes sobre o parto:
Pai de siameses que nasceram em Goiânia fala sobre ansiedade antes do parto: 'Muita fé em Deus' — Foto: Reprodução/TV Anhanguera - Divulgação/Hemu
Nas redes sociais, o médico Zacarias Calil explicou a condição rara dos gêmeos Marcos e Matheus. Gêmeos isquiópagos são um tipo raro de gêmeos siameses que nascem unidos pela região do quadril, especificamente pelo ísquio, um dos ossos da bacia. Nessa condição, os bebês podem compartilhar partes da pelve e, em alguns casos, órgãos da região abdominal e pélvica.
A formação acontece ainda nas primeiras semanas da gestação, quando o embrião não se separa completamente. A gravidade do caso varia de acordo com o grau de união e com os órgãos que são compartilhados.
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