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Primeira-ministra da Dinamarca diz que ataque dos EUA a um aliado seria fim da Otan

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu, nesta segunda-feira (5) que, se os Estados Unidos atacarem um aliado da Otan, então "tudo para".

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 08:25 · Atualizado há 5 dias
Primeira-ministra da Dinamarca diz que ataque dos EUA a um aliado seria fim da Otan
Foto: Reprodução / Arquivo

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu, nesta segunda-feira (5) que, se os Estados Unidos atacarem um aliado da Otan, então "tudo para".

A intervenção militar de Washington na Venezuela reacendeu os temores em relação a esse território autônomo dinamarquês, que possui importantes recursos minerais ainda inexplorados.

Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, o presidente republicano não esconde seu interesse por esta ilha localizada em uma região que ganha cada vez mais importância geoestratégica.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen. — Foto: Ritzau Scanpix/via Reuters

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu, nesta segunda-feira (5) que, se os Estados Unidos atacarem um aliado da Otan, então "tudo para", depois que o presidente americano, Donald Trump, insistiu em seu desejo de anexar a Groenlândia.

A intervenção militar de Washington na Venezuela reacendeu os temores em relação a esse território autônomo dinamarquês, que possui importantes recursos minerais ainda inexplorados.

Desde o início de seu segundo mandato, há um ano, o presidente republicano não esconde seu interesse por esta ilha localizada em uma região que ganha cada vez mais importância geoestratégica.

Trump insistiu na anexação da Groenlândia no domingo, apesar dos apelos das autoridades da ilha e de Copenhague para que Washington respeite sua integridade territorial.

Precisamos da Groenlândia para garantir a segurança nacional e a Dinamarca não é capaz de fazer isso

— disse Trump a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One quando questionado sobre o assunto.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, reagiu novamente com irritação nesta segunda-feira.

Na véspera, seu homólogo groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, exclamou: "Já chega!"

Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação

— escreveu Nielssen no Facebook.

estar preparado para todos os cenários

— Para a deputada Aaja Chemnitz, que representa a Groenlândia no Parlamento dinamarquês, é preciso .

No mês passado, o presidente americano tinha se queixado sobre a presença de embarcações russas e chinesas "por todas as partes" em frente à costa da ilha do Ártico, de 57.000 habitantes.

Ele difunde mentiras sobre a presença desses barcos. É muito preocupante

— disse Chemnitz.

pararem de usar a chamada ameaça chinesa como desculpa para buscar benefícios pessoais

— Nesta segunda, o Ministério das Relações Exteriores chinês instou os Estados Unidos a .

que disseram claramente que não estão à venda

— Na noite de domingo (4), Frederiksen já tinha elevado o tom contra as declarações de Trump, ao pedir que Washington parasse de ameaçar seu "aliado histórico" e um território e um povo .

Nesta segunda, vários líderes europeus declararam apoio às declarações da Dinamarca e da Groenlândia.

Anitta Hipper, porta-voz da diplomacia europeia, afirmou que a UE espera que seus aliados respeitem a integridade territorial dos Estados-membros.

No sábado (3), em uma publicação no X, Katie Miller, esposa do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, reacendeu os temores de anexação ao publicar um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana, acompanhado da palavra "SOON" (Em breve).

A Dinamarca é um aliado histórico e tradicional dos Estados Unidos, dos quais compra a maior parte de seu armamento.

O reino, que inclui as ilhas Faroe e a Groenlândia, integra a Otan desde a criação da Aliança Atlântica.

Temos a Otan e penso que fará o que for preciso aqui [na Dinamarca]. Isso espero!

— disse à AFP Marianne Larsen, uma aposentada dinamarquesa.

As tensões entre os dois países já tinham escalado no fim de dezembro, quando Trump anunciou a nomeação de um enviado especial para a Groenlândia.

Em janeiro de 2025, 85% dos groenlandeses se disseram contrários a que seu território seja anexado pelos Estados Unidos, segundo uma pesquisa divulgada pela imprensa local. Apenas 6% se disseram favoráveis à anexação.

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