Por Walace Lara, Laíssa Barros, TV Globo e g1 SP — São Paulo
Bryan Vicente, de 4 anos, morreu afogado em uma piscina do Centro Esportivo Pelezão, no Alto da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo.
A criança estava acompanhada por monitores do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica), onde morava.
Os pais de Bryan foram ao abrigo para visitar o filho e passar o Natal com ele. Foi quando descobriram que Bryan havia sido levado para uma atividade em um clube municipal.
No dia seguinte, 24 de dezembro, poucas horas depois, a família foi chamada ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo do menino.
A Polícia Civil investiga a morte de um menino de 4 anos que teria se afogado enquanto participava de um passeio no Centro Esportivo Pelezão, no Alto da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo na véspera de Natal. A criança estava acompanhada por monitores do Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes (Saica), onde morava.
Imagens registradas momentos antes da morte mostram Bryan Vicente feliz, nadando na piscina do centro esportivo, conhecido como Pelezão.
Bryan vivia com os pais nas ruas da capital. Por determinação da Justiça, ele foi levado para o Saica da Casa Verde, na Zona Norte. Os pais podiam visitá-lo algumas vezes por semana e só retomariam a guarda quando estivessem com a vida restabelecida, com moradia e trabalho.
No dia 23 de dezembro do ano passado, os pais foram ao abrigo para visitar o filho e passar o Natal com ele. Foi quando descobriram que Bryan havia sido levado para uma atividade em um clube municipal.
No dia seguinte, 24 de dezembro, poucas horas depois, a família foi chamada ao Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo do menino. No local, a mãe soube que o filho havia morrido afogado na piscina.
Bryan Vicente se afogou em piscina do Centro Esportivo Pelezão enquanto participava de atividade com abrigo onde morava — Foto: Reprodução/TV Globo
De acordo com o boletim de ocorrência, guardas civis metropolitanos relataram que, ao chegar ao clube, constataram a presença de uma equipe médica do Samu realizando manobras de salvamento em uma criança de 4 anos. Ainda segundo o registro, após as tentativas, o médico constatou o óbito da criança no local.
Isso para mim foi uma negligência que aconteceu. Não tem um salva-vidas? Encontraram meu filho já boiando sem vida lá na piscina. Se uma criança entrou lá, ele está vendo que a criança está se afogando, o salva-vidas devia tirar a criança de lá. Ele não devia nem estar sem boia.
— O pai de Bryan, Rodrigo Augusto Vicente, afirma que houve negligência.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, os monitores informaram que nove crianças participavam do passeio naquele dia. A orientadora do abrigo disse que as crianças estavam brincando na piscina quando outra criança trouxe Bryan, já sem vida, dizendo que ele estava passando mal. Ele foi colocado à borda da piscina e chegou a vomitar. Em seguida, o Samu foi acionado para prestar socorro.
Uma lei municipal de São Paulo determina que é obrigatória a permanência de salva-vidas ou guardião de piscinas durante os horários de utilização das piscinas de escolas e creches, centros educacionais e esportivos, balneários e locais similares.
No dia do afogamento, havia uma monitora aquática e, ao menos quatro salva-vidas no local, mas nenhum conseguiu salvar Bryan.
Eu quero saber o que aconteceu, o que realmente aconteceu, porque o meu filho não ia parar lá sozinho naquela piscina. Eu já fiquei na rua com meu filho, eu nunca deixei ele solto ao Deus-dará igual eles fizeram no Saica. Tomaram-no de mim para matar o meu filho, foi isso que aconteceu. Porque eu cuidava muito bem dele
— A mãe do menino está inconformada. , afirmou Talita Cristina de Moris.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo lamentou o acidente e informou que, por decisão da Justiça, a criança estava afastada do convívio familiar. Disse ainda que os profissionais envolvidos foram afastados, que comunicou a Vara da Infância e da Juventude e cobrou a organização social responsável pela gestão do serviço de acolhimento institucional da Casa Verde.
Por fim, a administração municipal afirmou que o Centro Esportivo Lapa tinha equipe de salva-vidas de plantão e que essa equipe realizou todos os procedimentos de salvamento até a chegada do resgate.
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