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Menina é espancada pela mãe por olhar celular enquanto lavava louça

Policiais civis prenderam uma mulher em flagrante por maus-tratos contra filha de 11 anos, em Ceilândia, na quinta-feira (8/1). Segundo a denúncia, a investi...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 02:40 · Atualizado há 5 dias
Menina é espancada pela mãe por olhar celular enquanto lavava louça
Foto: Reprodução / Arquivo

Policiais civis prenderam uma mulher em flagrante por maus-tratos contra filha de 11 anos, em Ceilândia, na quinta-feira (8/1). Segundo a denúncia, a investigada teria mandado a criança lavar a louça, mas durante a tarefa doméstica, a garota parou para olhar o celular. A mulher ficou furiosa com a pausa e espancou a menina.

Ela estava bastante alterada. Disse que bateu e que bateria de novo

— Segundo o delegado-chefe da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), Fernando Fernandes, responsável pelo caso, policiais estavam de prontidão e conseguiram prender a suspeita em flagrante. , contou.

A menina tinha vários sinais de pancadas pelo corpo, especialmente nas costas e pernas. A mãe teria espancado a criança com uma sandália. A vítima foi levada para o Instituto Médico Legal (IML). E os exames comprovaram as agressões e os maus-tratos.

Além da menina de 11 anos, a mulher é mãe de uma bebê, de oito meses e um menino, de 5 anos. A 19ª DP começou a investiga-la após a denúncia de vizinhos.

As agressões vinham acontecendo há algum tempo. Os gritos das crianças incomodaram os vizinhos. As crianças gritavam: Socorro, socorro. E pediram para a ela não bater mais

— contou.

Apesar da prisão em flagrante, o caso está em aberto. Segundo a denúncia, ainda em investigação, a suspeita teria quebrado uma vassoura nas costas da filha de 11 anos. Os policiais também apuram se a suspeita teria praticado maus-tratos contra o bebê e o menino.

Uma vizinha, inclusive, chegou a ser ameaçada pela autora

— completou.

A suspeita não tem passagens criminais. Responderá pelo crime de maus-tratos, com pena de seis anos de prisão. O pai das crianças trabalhava nos momentos das supostas agressões. Ele lamentou os episódios e ficou responsável pelas crianças.

Segundo o delegado, a suspeita está à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia. Caso seja liberada, provalmente será submetida a medidas de ressocialização para poder voltar a conviver com as crianças sem agressões e maus-tratos.

O Conselho Tutelar do Sol Nascente foi acionado. O órgão ficará responsável pelo acompanhamento do caso e pelas medidas de proteção necessárias para as três crianças, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Henry Borel.

Fernandes destacou a importância das denúncias para proteção das crianças e adolescentes. Testemunhas podem alertar a PCDF pelo telefone 197. O sigilo e o anonimato são garantidos.

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