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Governo Trump lança site com versão própria sobre invasão do Capitólio

O governo do presidente Donald Trump lançou um site oficial com uma versão própria sobre os acontecimentos de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do repu...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 00:20 · Atualizado há 4 dias
Governo Trump lança site com versão própria sobre invasão do Capitólio
Foto: Reprodução / Arquivo

O governo do presidente Donald Trump lançou um site oficial com uma versão própria sobre os acontecimentos de 6 de janeiro de 2021, quando apoiadores do republicano invadiram o Capitólio dos Estados Unidos, sede do poder legislativo federal, durante a certificação da vitória eleitoral de Joe Biden.

Na plataforma, hospedada em canais ligados à Casa Branca, o episódio é descrito como um “protesto pacífico” que teria sido desvirtuado por falhas de segurança atribuídas à então presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. A pagina ainda classifica a atuação do sistema de Justiça nos anos seguintes como “perseguição política”.

Logo na abertura, o site classifica o 6 de Janeiro como uma data “marcada na infâmia” e afirma que os envolvidos foram “injustamente perseguidos” e usados como “exemplos políticos”.

Segundo a narrativa do governo Trump, muitos seriam apenas manifestantes pacíficos, tratados como insurgentes por um Departamento de Justiça “instrumentalizado” durante o governo Biden.

Eles não aceitaram a vitória de Joe Biden sobre Donald Trump

Apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021

A cronologia sustenta que Trump convocou americanos para Washington com o objetivo de realizar um protesto pacífico contra a certificação de uma eleição considerada fraudulenta.

O discurso do republicano no Ellipse é descrito como um apelo para que a multidão marchasse até o Capitólio de forma “pacífica e patriótica”. O site afirma que a marcha ocorreu de maneira ordeira até que falhas e decisões contraditórias da segurança teriam provocado o caos.

Nancy Pelosi, então presidente da Câmara, é apontada como uma das principais responsáveis por essas falhas. A página divulga vídeos e áudios que, segundo o governo, mostram Pelosi admitindo não ter autorizado previamente o envio da Guarda Nacional.

O conteúdo ataca diretamente o Comitê Seleto da Câmara que investigou o episódio, acusando-o de gastar quase US$ 20 milhões para construir uma narrativa de “insurreição” e ocultar provas.

Como contraponto, a plataforma destaca um relatório interino divulgado em dezembro de 2024 por uma subcomissão republicana da Câmara, que aponta falhas de segurança e isenta Trump de responsabilidade por incitação à violência.

O site ainda critica a atuação do FBI e de outras agências federais, citando relatórios de inspetores-gerais para afirmar que havia informantes na multidão e que não houve preparação adequada para o dia 6 de janeiro.

Empresas de tecnologia e bancos também são acusados de censura e perseguição política após os eventos.

uma das maiores injustiças da história moderna americana

— O governo destaca que, no primeiro dia do novo mandato, em 20 de janeiro de 2025, Trump concedeu indultos e comutações de pena a quase 1,6 mil réus ligados ao caso. Os indultos são apresentados pelo governo Trump como uma correção de .

A morte de Ashli Babbitt é apresentada como um dos pontos centrais da narrativa. O texto afirma que ela estava desarmada e não representava ameaça quando foi atingida por um tiro disparado por um policial do Capitólio, que não foi indiciado.

O site também cita outras mortes relacionadas aos eventos ou às consequências posteriores, incluindo suicídios de réus enquanto aguardavam julgamento.

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