Controlar a glicose de forma natural é o objetivo de muitas pessoas que convivem com diabetes ou pré-diabetes. Melhorar a alimentação, praticar atividade física e perder peso são estratégias eficazes e recomendadas.
No entanto, nem sempre essas mudanças são suficientes — e insistir apenas nelas pode colocar a saúde em risco. De acordo com o endocrinologista Renato Zilli, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), isso acontece porque a diabetes evolui de maneiras diferentes em cada pessoa.
O controle natural da glicose envolve, principalmente, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, sono adequado e redução do estresse. Esses fatores ajudam o corpo a usar melhor a insulina e reduzem os picos de açúcar no sangue.
Em pessoas que descobrem a alteração cedo, ainda produzem insulina e não apresentam complicações, essas mudanças podem ser suficientes para manter a glicose dentro dos valores recomendados.
O problema é que nem todos estão nesse estágio inicial. Segundo o endocrinologista, tempo de doença, grau de resistência à insulina, capacidade do pâncreas de produzir insulina e presença de complicações fazem toda a diferença. “Quanto mais avançado o quadro metabólico, menor a chance de controle apenas com alimentação e exercício”, explica.
Nesses casos, os medicamentos passam a ser aliados importantes, ajudando o organismo a usar melhor a insulina ou a repor o hormônio quando a produção já está muito baixa.
A endocrinologista Jacy Alves reforça que iniciar o tratamento no momento certo pode trazer benefícios além do controle da glicose, como redução do risco de infarto, melhora da gordura no fígado e até auxílio na perda de peso, dependendo do medicamento.
Para decidir se o controle pode ser apenas natural ou se já é necessário iniciar medicação, o endocrinologista avalia exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c), que mostra a média da glicose nos últimos três meses.
Em alguns casos, o uso do monitor contínuo de glicose ajuda a identificar picos ao longo do dia. Também são analisados peso, circunferência abdominal, colesterol, histórico familiar e a presença de sintomas ou complicações.
Insistir apenas em mudanças no estilo de vida quando o quadro já exige medicamento pode ser perigoso. Manter a glicose elevada por muito tempo aumenta o risco de infarto, AVC, problemas nos rins, na visão e nos nervos.
A glicose é um carboidrato e é utilizada pelas células como principal fonte de energia
No corpo humano, a insulina, hormônio fabricado pelo pâncreas, é quem controla a quantidade de glicose no sangue após a alimentação
Sem esse hormônio, as células não conseguem absorver a glicose e, consequentemente, não têm energia para um bom funcionamento. O resultado da "pane" é o aumento do nível de açúcar no sangue
A glicose alta, também conhecida por hiperglicemia, acontece quando a taxa de açúcar no sangue está acima de 100 mg/dL
Se ocorre com frequência, o quadro pode levar a problemas de saúde
Alguns sintomas podem ajudar a identificar a glicose alta, como, por exemplo, visão turva, sede excessiva, dores de cabeça, vontade frequente de urinar, cansaço e sonolência
A glicose frequentemente alta e sem tratamento pode evoluir para diabetes
No entanto, em fase inicial, o problema pode ser controlado por meio de hábitos alimentares saudáveis e da prática de exercícios físicos
Alguns alimentos, como a feijoa ajudam a baixar o excesso de açúcar no sangue
Sim, especialmente na diabetes tipo 2. Quando o paciente melhora a alimentação, perde peso, pratica atividade física e cuida do sono e do estresse, pode haver redução da dose ou até suspensão do medicamento. “Essa decisão, porém, sempre deve ser feita com acompanhamento médico”, explica o endocrinologista.
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento da diabetes pode incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos orais e, quando necessário, insulina, de forma individualizada.
Receba notícias de Saúde e Ciência no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp.
Para ficar por dentro de tudo sobre ciência e nutrição, veja todas as reportagens de Saúde.
Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:
Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?
Fonte: Agências