Mãe e filho foram atingidos por um veículo em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, no distrito de Bonfim Paulista.
As imagens mostram o momento em que o carro, dirigido pelo cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, saiu da pista e atingiu mãe e filho, que caminhavam no acostamento, pelas costas.
O motorista fugiu do local, mas se apresentou à polícia no dia seguinte.
Frentistas de um posto de combustível que fica próximo ao local do acidente afirmam que tentaram, junto com clientes, gritar para avisar sobre os atropelamentos, mas Gustavo seguiu viagem.
Ele é investigado por homicídio culposo, e a Polícia Civil começou a ouvir as primeiras testemunhas do caso nesta terça-feira.
Mãe atropelada junto com filho se recupera de ferimentos, em Ribeirão Preto (SP)
Desde que foi atropelada junto com o filho no 1º dia do ano , Eliene de Santana Maia, de 33 anos, já passou por duas cirurgias e segue internada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) sem previsão de alta.
O menino, Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, morreu no domingo (4) e foi sepultado na segunda-feira (5). Os dois foram atingidos por um veículo em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, no distrito de Bonfim Paulista.
Câmeras de segurança flagraram o momento do acidente. As imagens mostram o momento em que o carro, dirigido pelo cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, saiu da pista e atingiu mãe e filho, que caminhavam no acostamento, pelas costas. Ele fugiu do local, mas se apresentou à polícia no dia seguinte.
Nesta terça-feira (6), cinco dias após o acidente, Eliene gravou um vídeo à EPTV, afiliada da TV Globo, onde falou sobre os ferimentos. (veja acima)
Caso necessário, esta será a terceira cirurgia que Eliene deve passar. Ela se recupera no quarto do hospital e está com braços e pernas engessados, além de ter colocado pinos na bacia.
O marido, Albertino da Silva Filho, acompanha a mulher e pede justiça pela morte do filho.
Eliene de Santana Maia, de 33 anos, se recupera após ser atropelada por motorista em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, SP — Foto: Arquivo pessoal
Gustavo, de 25 anos, se apresentou à polícia um dia depois do acidente, na tarde de 2 de janeiro. Em depoimento, ele negou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir, mas alegou ter se distraído com a central multimídia do veículo em que estava, que era alugado.
Ele alega que estava transitando pela rodovia, local dos fatos, e ele se distraiu em determinado momento com a central multimídia do carro, ele não tinha muito conhecimento do veículo, e sentiu o impacto. Olhou pelo espelho retrovisor, não viu nada na pista, achou que havia batido no guard-rail e seguiu seu trajeto
— disse Ariovaldo Torrieri, delegado do 7º Distrito Policial.
Marcelo Santos, frentista do posto de combustível vizinho ao local onde Eliene e o filho foram atropelados, afirma que clientes que estavam no estabelecimento tentaram alertar o motorista sobre o ocorrido.
Segundo ele, Gustavo foi embora do local sem demonstrar intenção de ajudar as vítimas.
Alguns funcionários que estavam na frente, na pista, quando alguns clientes gritaram. Ele chegou até a olhar para o lado. Em momento algum esboçou a tentativa de parar, de tentar entender o que estava acontecendo
O cantor Gustavo Perissoto de Oliveira, suspeito de atropelar menino e mãe no acostamento em Ribeirão Preto — Foto: Reprodução/EPTV
Anda segundo Marcelo, Gustavo chegou a pegar uma rua na contramão ao ir embora.
O que a gente entende? Ele não teve intenção de parar. Até mesmo um cliente que estava ali foi atrás dele, mas já não conseguiu mais encontrá-lo
Frentista no mesmo posto, Paulo Sérgio Peres afirma que foi um dos que gritaram para tentar, sem êxito, alertar o motorista.
Não tinha nenhum carro atrapalhando, fazendo ruído pra que ele não ouvisse. Se ele quisesse, teria parado, sim. Mas não parou, ele foi embora
Gustavo é investigado por homicídio culposo, que é quando a pessoa não tem a intenção de matar, mas foi liberado por falta de requisitos legais para uma eventual prisão. A Polícia Civil começou a ouvir as primeiras testemunhas do caso nesta terça-feira.
Carro de suspeito de atropelar mãe e filho de 6 anos em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Divulgação/ Polícia Civil
Segundo Paulo, no momento da batida, havia mais de dez pessoas no posto que viram o que aconteceu.
Nós estávamos em quatro funcionários e mais ou menos uns seis, sete clientes. Acho que a maioria gritou. Se me chamarem, eu vou contar exatamente o que aconteceu, o que eu presenciei.
O atropelamento foi gravado por câmeras de segurança e ocorreu em um trecho de acesso à Rodovia José Fregonezi, em direção a Ribeirão Preto, na quinta-feira, 1º de janeiro. As imagens mostram o momento em que um carro saiu da pista e pegou mãe e filho pelas costas.
Eliene de Santana Maia, de 33 anos, foi hospitalizada com fraturas graves e segue internada. O filho, Guilherme da Silva Maia, chegou a ser internado em estado gravíssimo no Centro de Terapia Intensiva Pediátrica (CTI) da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-UE) e teve a morte confirmada na madrugada do domingo.
Guilherme da Silva Maia, de 6 anos, não resistiu aos ferimentos causados por atropelamento em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, SP — Foto: Arquivo pessoal
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