A prática de exercícios físicos já é associada à redução do risco de diversos tipos de câncer. Um novo estudo acrescenta um dado relevante a essa relação ao indicar que mesmo sessões curtas, com cerca de dez minutos, podem desencadear respostas biológicas com potencial anticancerígeno no organismo.
A pesquisa foi publicada em 12 de dezembro no International Journal of Cancer e analisou como o corpo reage, em nível molecular, após um período breve de exercício intenso. Os resultados mostram que esse tipo de atividade é suficiente para provocar mudanças no sangue capazes de interferir em processos ligados ao crescimento do câncer.
Segundo os autores, o esforço físico desencadeia a liberação de moléculas que circulam pela corrente sanguínea e influenciam mecanismos celulares importantes, como o reparo do DNA e a regulação de genes associados à proliferação tumoral.
O estudo envolveu 30 voluntários com sobrepeso ou obesidade, com idades entre 50 e 78 anos, grupo considerado de maior risco para o desenvolvimento de câncer colorretal.
Após um breve aquecimento físico, os participantes realizaram cerca de dez minutos de ciclismo intenso em bicicleta ergométrica.
A equipe coletou amostras de sangue antes e depois da atividade para analisar como a composição do soro se alterava após o exercício. Em laboratório, essas amostras foram aplicadas a células de câncer de cólon cultivadas, o que permitiu observar os efeitos diretos das mudanças induzidas pelo esforço físico.
Os pesquisadores identificaram que o soro coletado após o exercício foi capaz de reduzir a atividade de genes relacionados ao crescimento do tumor e de estimular vias envolvidas no reparo do DNA, processos considerados centrais na contenção do avanço do câncer.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
Embora o exercício físico já seja reconhecido como um fator importante na prevenção e no controle do câncer de cólon, o trabalho oferece uma visão mais detalhada sobre os caminhos biológicos envolvidos nessa proteção.
Para os autores, compreender esses mecanismos ajuda a explicar por que a atividade física tem impacto tão amplo na saúde.
Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que o estudo tem limitações. Os efeitos observados foram medidos apenas em células cancerígenas cultivadas em laboratório, e não em pacientes, além de refletirem respostas de curto prazo após uma única sessão de exercício.
Ainda assim, os resultados são considerados promissores e sugerem que exercícios curtos e intensos, ou até estratégias futuras que consigam reproduzir esses efeitos biológicos, possam contribuir para novas abordagens no combate ao câncer de cólon.
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