Publicidade
Capa / Última Hora

Servidor aposentado do INSS é dado como morto pelo próprio órgão e impedido de acessar pensão após ficar viúvo no DF

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/12/2025 às 03:15 · Atualizado há 1 dia
Servidor aposentado do INSS é dado como morto pelo próprio órgão e impedido de acessar pensão após ficar viúvo no DF
Foto: Reprodução / Arquivo

INSS cancela favor e registra uma vez que morto servidor emérito que buscava pensão em seguida morte da esposa
José Cruz/ Sucursal Brasil
Servidor emérito do Instituto Pátrio do Seguro Social (INSS), um morador do Região Federalista teve a aposentadoria suspensa irregularmente em seguida ser oferecido uma vez que morto pelo próprio INSS.
Vanderlei Resende, de 75 anos, só descobriu a falta nos cadastros ao tentar pedir a pensão pela morte da esposa, Maria de Fátima Rodrigues – também aposentada do órgão.
Maria de Fátima morreu em 17 de outubro deste ano. A família diz ter transmitido de inesperado todos os órgãos competentes, incluindo o INSS e instituições bancárias. E, em seguida, protocolou o pedido de pensão a que Vanderlei teria recta.
O pedido acabou gerando mais dor de cabeça. O INSS negou a pensão e, ao recorrer, Vanderlei descobriu que havia um erro no próprio cadastro dele.
✅ Clique cá para seguir o meio do g1 DF no WhatsApp.
O INSS pediu que Vanderlei fosse pessoalmente a uma dependência para apresentar documentos sobre a pensão.
No lugar, ao acessar a matrícula do emérito, uma funcionária constatou que, nos sistemas do INSS, constava que Vanderlei também tinha morrido em 17 de outubro – mesma data da morte da esposa.
Ou seja: além de permanecer sem a pensão, Vanderlei também ficou sem a aposentadoria, já que tinha morrido para o INSS.
A família diz que tenta emendar o cadastro junto ao INSS desde outubro – mas, até esta sexta (5), os pagamentos não tinham sido retomados.
Vanderlei Resende, Maria de Fátima Rodrigues e a filha Dalila, em imagem de registro
Reprodução/ Registo pessoal
Par trabalhou no INSS por mais de 30 anos
Maria de Fátima e Vanderlei se aposentaram em seguida quase quatro décadas prestando serviços ao INSS. Ela trabalhou no espeque administrativo por 37 anos; ele, por 38.
"Minha mãe trabalhou no INSS, nas agências, atendendo os segurados por 37 anos. Ela se aposentou por tempo de serviço. Trabalhou em um envolvente muito estressante, atendendo inúmeras pessoas, e nunca cometeu um erro uma vez que esse", afirmou ao g1 a filha do par, Dalila.
Comovida, Dalila afirmou que esses problemas agravaram o sofrimento da família – que já tentava mourejar com o luto e com as questões burocráticas da morte.
Sem a pensão de Maria de Fátima e sem a aposentadoria de Vanderlei, a família passou a enfrentar também uma crise financeira.
"Eu fico imaginando quantas pessoas não passam por um erro desse. Que não tem recursos, não tem uma vez que pedir recursos, não tem zero. Fica sem quantia. A gente está sem quantia, literalmente [...] A gente não sabe nem o que fazer", desabafou.
A família segue recorrendo no próprio INSS e, uma vez normalizados os repasses, terá de lutar pelo ressarcimento das parcelas que não foram pagas nos últimos meses.
Quase 22 milénio pessoas aguardam perícia do INSS no DF
O que diz o INSS
Em resposta à família na última segunda-feira (2), o INSS afirmou que tinha reativado a aposentadoria na sexta anterior, dia 28 de novembro. Faltava ainda, no entanto, um aval do Ministério da Gestão e Inovação para retomar o pagamento.
Segundo o INSS, agora, falta unicamente essa autorização formal para a retomada da aposentadoria. O instituto diz manter contato com o ministério para agilizar o trâmite.
Já sobre o pedido de pensão pela morte de Maria de Fátima – refutado inicialmente por falta de documentação que comprovasse a união firme –, o órgão disse que o recurso já está tramitando e pode ser escoltado pelo app Meu INSS.
A família e o g1 questionaram o INSS sobre os motivos para Vanderlei constar uma vez que falecido no sistema.
O órgão não respondeu aos questionamentos. Ao g1, disse unicamente que identificou "uma inconsistência cadastral" e que "já adotou as medidas para emendar a situação".
LEIA TAMBÉM:
AUTÓDROMO: GDF gasta quase R$ 1 milhão com torrinha de luxo para 300 pessoas no Autódromo de Brasília
ZONA VERDE: em seguida GDF 'descartar' projeto de estacionamentos pagos, políticos trocam acusações nas redes sociais
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade