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Redata e energia limpa: como a tecnologia guia o país rumo à transição energética e à digitalização - Colaboradores

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 16/11/2025 às 06:00 · Atualizado há 2 dias
Redata e energia limpa: como a tecnologia guia o país rumo à transição energética e à digitalização - Colaboradores
Foto: Reprodução / Arquivo

A recém-anunciada Medida Provisória (MP) que cria o Regime Próprio de Tributação para Serviços de Data Center (Redata) deve intensificar a procura por energias limpas. A iniciativa, que prevê um pacote de incentivos fiscais, é uma clara enunciação de intenções estratégicas para estimular investimentos em data centers nacionais, fomentando a digitalização do país.

E, mais do que isso, o grande acerto do projeto está em vincular os benefícios fiscais ao uso de robustez renovável. Esta não é uma mera cláusula ESG (Environmental, Social, and Governance) para aprazer investidores, mas uma urgência pragmática, pois o setor de data centers é notoriamente intenso em robustez, e a crescente demanda por processamento de dados já se tornou um evidente em polos uma vez que São Paulo, conforme aponta o estudo da Cushman & Wakefield.

Nesse cenário, o Redata não somente impulsiona a economia do dedo, mas também acelera e consolida a vocação do Brasil para a robustez virente. Em 2023, por exemplo, 93,1% da geração elétrica brasileira veio de fontes renováveis, uma vez que hidrelétricas, eólicas e solares, reforçando nosso papel na transição energética, segundo o Ministério de Minas e Pujança. Já em 2024, metade da robustez consumida teve origem em fontes limpas, e a indústria já segue essa tendência: o levantamento da CNI/Nexus mostra que 48% das empresas investiram em robustez renovável, com destaque para o Nordeste.

Entretanto, de zero adianta ter potencial se não soubermos geri-lo com lucidez. É nesse ponto que a tecnologia se torna a ponte entre os dois mundos. A mesma inovação que alimenta os data centers pode, e deve, otimizar nossa matriz energética. Por exemplo, sensores, drones e sistemas de Internet das Coisas (IoT) instalados em vegetais solares, eólicas e de biomassa permitem o séquito contínuo do desempenho dos equipamentos.

Dados uma vez que temperatura, vibração, incidência solar, velocidade do vento e produção de robustez são coletados em tempo real e enviados para plataformas de supervisão e estudo. Com base nessas informações, algoritmos de Machine Learning conseguem prever falhas antes que elas ocorram. Um sistema pode identificar, por exemplo, que determinada turbina apresenta um padrão fora do geral e pode precisar de manutenção nos próximos dias, evitando paradas não planejadas e perdas na geração de robustez.

Por meio de algoritmos inteligentes, é provável ajustar maquinalmente os ângulos dos painéis solares ou o posicionamento das turbinas para extrair o supremo das condições climáticas em tempo real. Outro ponto são as plataformas que integram dados de múltiplas usinas e fontes, permitindo o controle remoto de ativos distribuídos, um tanto cada vez mais necessário com a descentralização da geração elétrica. Com isso, as empresas conseguem planejar de forma mais eficiente o uso, a distribuição e o armazenamento de robustez.

Das rotinas diárias às análises, a tecnologia também facilita a geração de relatórios e a rastreabilidade de indicadores sustentáveis, apoiando as organizações em suas metas ESG . Dashboards inteligentes possibilitam o monitoramento de métricas, uma vez que emissão evitada de CO2, robustez limpa gerada por vegetal e impacto social nas comunidades.

A MP do Redata cria, desta forma, um ciclo virtuoso: ao conceder isenção de impostos uma vez que PIS/Pasep, Cofins e IPI, procura virar o quadro atual, em que muro de 60% das cargas digitais brasileiras são processadas no exterior, segundo o Ministério da Herdade. A meta é reduzir o déficit no setor de serviços, que chegou a US$ 7,1 bilhões, segundo o Banco Médio, e substanciar a soberania pátrio sobre nossos dados. Nesta esteira, a produção de novos Data Centers nas condições da MP será o impulso para tirar inúmeros projetos de robustez renovável do papel, que estavam à espera de demanda.

Ao permitir a gestão inteligente da matriz energética e dos próprios data centers, garantindo eficiência, previsibilidade e sustentabilidade, a tecnologia cria um cenário positivo para o país liderar com sustentabilidade e inovação a transição para a robustez limpa e renovável.

Rivaldo Ferreira é executivo

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