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Possível estrutura mais antiga do Sistema Solar é encontrada no Cinturão de Kuiper

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/11/2025 às 17:33 · Atualizado há 1 semana
Possível estrutura mais antiga do Sistema Solar é encontrada no Cinturão de Kuiper
Foto: Reprodução / Arquivo

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Uma equipe de astrônomos da Universidade de Princeton encontrou indícios do que pode ser uma das estruturas mais antigas e preservadas do nosso Sistema Solar – um aglomerado de objetos gelados no Cinturão de Kuiper que permanece praticamente inalterado desde a formação do sistema planetário.

Localizado além da trajectória de Netuno, o Cinturão de Kuiper abriga milhões de corpos gelados, incluindo planetas anões uma vez que Plutão. Esta “terceira zona” do Sistema Solar, situada entre 30 e 50 unidades astronômicas do Sol, funciona uma vez que um registo cósmico que preserva registros da puerícia do nosso sistema planetário. O estudo foi publicado no servidor de pré-impressão arXiv.

A novidade pesquisa, ainda aguardando revisão por pares, analisou 1.650 objetos transnetunianos usando um algoritmo de ajuntamento sofisticado. Os resultados sugerem a existência de um “núcleo interno” anteriormente não identificado, localizado aproximadamente a 43 UA do Sol. O que torna essa invenção particularmente significativa é a trajectória sobremodo rodear desses objetos, com excentricidade extremamente baixa.

Objetos do Cinturão de Kuiper capturados pelo Hubble.
Crédito da imagem: NASA , ESA, SwRI, JHU/APL, New Horizons KBO Search Team

“Esse tipo de calma orbital é um sinal de uma estrutura muito antiga e intacta”, explicou Amir Siraj, astrofísico de Princeton e responsável principal do estudo. “É o tipo de estrutura que pode fornecer pistas sobre a evolução do Sistema Solar, uma vez que os planetas gigantes se moveram em suas órbitas, que tipo de ambientes interestelares o Sistema Solar atravessou – enfim, todo tipo de informação sobre os primórdios do Sistema Solar.”

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Invenção demorou para surgir

A invenção surge mais de uma dez em seguida astrônomos terem identificado pela primeira vez o “núcleo” (kernel) do Cinturão de Kuiper em 2011, quando a estudo de 169 objetos revelou que a região não era uma população homogênea, mas sim dividida em múltiplos componentes, incluindo populações “quentes” e “frias” de objetos.

O potencial “núcleo interno” agora identificado apresenta características ainda mais primordiais que o núcleo previamente espargido, oferecendo restrições mais rigorosas sobre o intensidade de aquecimento dinâmico que o Cinturão de Kuiper pode ter testado durante a formação do Sistema Solar.

Sistema Solar (Imagem: Paopano/Shutterstock)

Os pesquisadores especulam que essa estrutura pode ter se formado durante a transmigração instável de Netuno, um período crucial na evolução do Sistema Solar quando os planetas gigantes ajustaram suas órbitas. No entanto, a equipe reconhece que “não é óbvio uma vez que o núcleo interno foi formado” e que mais observações são necessárias.

A resposta definitiva pode vir em breve. O Legacy Survey of Space and Time (LSST) do Observatório Vera C. Rubin, programado para debutar operações em breve, poderá fornecer evidências conclusivas sobre a existência dessa estrutura e ajudar a instaurar se realmente representa uma população distinta no registo cósmico do Sistema Solar.

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