Grupo conhecido como ShinyHunters extraiu informações de banco de dados da Salesforce para atividades de extorsão por e-mail
(Imagem: One Artist / Shutterstock.com)Compartilhe esta matéria

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Usuários do Gmail e do Google Workspace estão mais vulneráveis a ataques de phishing após a empresa identificar uma tentativa de invasão a um de seus bancos de dados mantidos pela Salesforce. A estratégia do grupo conhecido como ShinyHunters foi descrita recentemente em um blog da empresa de tecnologia.
Os hackers conseguiram acesso às informações de pequenas e médias empresas induzindo um funcionário da Salesforce a baixar um software malicioso enquanto se passavam por membros do suporte de TI da companhia. O caso foi relatado em 5 de agosto e o Google notificou usuários afetados (apenas o Gmail tem mais de 2,5 bilhões de endereços cadastrados).
A análise revelou que os dados foram recuperados pelo agente da ameaça durante um curto período de tempo antes do acesso ser bloqueado. Os dados limitavam-se a informações comerciais básicas e amplamente disponíveis ao público, como nomes e detalhes de contato das empresas
— diz o post.
Hackers pressionam as vítimas exigindo pagamento em bitcoin em até 72 horas (Imagem: Jess Rodriguez/Shutterstock)Além da big tech, outras grandes empresas também foram alvo do grupo hacker neste ano, incluindo a companhia aérea australiana Qantas, a seguradora Allianz, a gigante de tecnologia Cisco, além das marcas Louis Vuitton e Adidas. Em todos os casos, os invasores extraíram informações por meio do banco de dados da Salesforce.
Manipuladores
- O Google Threat Intelligence Group tem rastreado as atividades de extorsão do grupo desde o roubo de dados. Os hackers pressionam as vítimas por meio de ligações ou e-mails exigindo pagamento em bitcoin em até 72 horas;
- “Acreditamos que os cibercriminosos podem estar se preparando para intensificar suas táticas de extorsão, lançando um site de vazamento de dados. Essas novas táticas provavelmente visam aumentar a pressão sobre as vítimas. Continuamos monitorando esse cibercriminoso e forneceremos atualizações conforme apropriado”, promete a empresa;
- A empresa destaca que, em todos os casos de extração ilegal de dados observados até agora, os invasores se baseiam na manipulação de usuários finais, e não na exploração de vulnerabilidades do sistema da Salesforce;
- Eles guiam as vítimas para baixar uma versão modificada do Data Loader, um aplicativo projetado pela Salesforce para importação, exportação e atualização de grandes volumes de dados na própria plataforma.
Phishing e vishing representam 37% das invasões bem-sucedidas de contas nos serviços do Google (Imagem: Thx4Stock/iStock)Em um caso, um agente de ameaça utilizou pequenos blocos para exfiltração de dados do Salesforce, mas só conseguiu recuperar aproximadamente 10% dos dados antes da detecção e revogação do acesso. Em outro caso, inúmeras consultas de teste foram realizadas inicialmente com pequenos blocos. Assim que informações suficientes foram coletadas, o agente aumentou rapidamente o volume de exfiltração para extrair tabelas inteiras
— explica o Google.
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Ataque ao Gmail: como se proteger?
Ataques de phishing e vishing representam 37% das invasões bem-sucedidas de contas nos serviços do Google, de acordo com o relatório. Em alguns casos, hackers enganam as pessoas se passando por funcionários de suporte do Google em uma tentativa de obter a senha do usuário.
A melhor estratégia para evitar cair em golpes é ignorar ligações suspeitas — o Google não faz ligações para usuários por problemas de segurança. Além disso, os quatro passos abaixo podem tornar a conta Gmail mais protegida de invasões:
- Defina uma nova senha forte;
- Configure um formulário de autenticação de dois fatores (2FA) sem SMS;
- A melhor solução para proteger o Gmail é configurar uma chave de acesso;
- Use o Programa de Proteção Avançada do Google.
Google diz que continua monitorando atividades do grupo hacker (Imagem: VDB Photos/Shutterstock)

Colaboração para o Olhar Digital
Bruna Barone é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Atuou como editora, repórter e apresentadora na Rádio BandNews FM por 10 anos. Atualmente, é colaboradora no Olhar Digital.

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.