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Estudo liga carros elétricos à redução de gás ligado a AVC e doenças cardíacas

Por Danielle Cassita | 10/02/2026 às 07:09 Os resultados da transição para os carros elétricos já são perceptíveis. Segundo uma pesquisa da Universidade do ...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/02/2026 às 09:59 · Atualizado há 19 horas
Estudo liga carros elétricos à redução de gás ligado a AVC e doenças cardíacas
Foto: Reprodução / Arquivo

Por Danielle Cassita | 10/02/2026 às 07:09

Os resultados da transição para os carros elétricos já são perceptíveis. Segundo uma pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos, os níveis de dióxido de nitrogênio (NO2) caíram conforme novos carros passaram a integrar a frota. Os resultados importam porque, além de poluente, o gás é conhecido por causar doenças cardíacas e AVC. O estudo foi publicado na revista The Lancet Planetary Health.

Para o estudo, os pesquisadores trabalharam com dados de alta resolução de satélites, que monitoram como o gás absorve e reflete a luz solar — e não há lugar melhor para a análise do que a Califórnia, já que o estado comporta a maior frota de carros elétricos do país.  

Por lá, os elétricos e híbridos plug-in aumentaram de 2% para 5% entre 2019 e 2023; em média, cada bairro passou a somar 272 carros eletrificados durante o período analisado. Depois, a equipe dividiu os dados por bairros, e examinou as 1.692 zonas individualmente. 

Os resultados mostraram uma queda de 1,1% nos níveis de dióxido de nitrogênio atmosféricos para cada 200 veículos eletrificados adicionados à frota. Embora vários estudos já tenham tentado estabelecer a relação entre carros elétricos e melhora do ar, este foi o primeiro a estabelecer a ligação com dados robustos. 

Para evitar interpretações equivocadas, os autores desconsideraram 2020, que foi quando a pandemia reduziu de forma significativa a circulação dos carros. Ainda, levaram em conta fatores que poderiam influenciar o comportamento dos motoristas, como flutuações no preço da gasolina. 

Finalmente, a contraprova do estudo foi a análise de áreas onde houve aumento dos carros a combustão. Como esperado, o composto ficou mais frequente nestas áreas.   

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