Por Bruno De Blasi | 10/02/2026 às 11:00
Usuários do happn agora podem denunciar especificamente perfis falsos criados por inteligência artificial. A novidade, anunciada nesta segunda-feira (10), visa garantir mais segurança e reforça o compromisso do aplicativo de relacionamentos com a autenticidade nas conexões.
Com a mudança, além das opções de fakes, os usuários contam com a categoria de contas construídas a partir de ferramentas de IA.
A iniciativa surge em um momento em que a inteligência artificial se torna cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, influenciando a forma como elas se apresentam online e criam vínculos. Diante desse cenário, o happn quer estabelecer um limite claro: perfis e conversas devem ser genuínos.
O aplicativo também atualizou seus termos de uso, deixando explícita a proibição de perfis gerados por IA. O documento estabelece ainda o compromisso de não enviar mensagens criadas por ferramentas como ChatGPT, preservando uma comunicação pessoal e autêntica.
A empresa, conforme informou em nota, já possui um "conjunto robusto" de medidas de segurança que combinam IA e moderação humana contínua. O sistema analisa origem geográfica dos perfis, palavras-chave suspeitas e comportamentos anômalos, como perfis que enviam um like por segundo.
Hoje, essa análise acontece em tempo real e garante que perfis fraudulentos sejam removidos em minutos.
A CEO também pontuou que o happn não é contra o uso de IA. Afinal, trata-se de uma empresa de tecnologia que possui mais da metade dos colaboradores atuando como engenheiros de dados e desenvolvedores. Contudo, para ela, a inteligência artificial deve servir como um suporte.
Queremos abraçar a IA e a tecnologia. Mas é nossa responsabilidade, como plataforma, estabelecer limites, e esses limites devem ser éticos, responsáveis e garantir que as pessoas continuem a se encontrar no mundo real
— destaca.
A empresa vê espaço para o que chama de "AI coaching", ou seja, usar a inteligência artificial para ajudar usuários a encontrar ideias para organizar encontros ou sugestões de respostas para conversas.
O limite estabelecido é claro: a tecnologia pode melhorar a experiência, mas não pode substituir a conexão genuína entre pessoas.
A IA deve sempre estar presente como uma tecnologia em segundo plano, como um facilitador, mas nunca para substituir os humanos
— afirma.
Com 170 milhões de usuários globalmente, o happn tem no Brasil um de seus principais mercados, com mais de 30 milhões de pessoas registradas no aplicativo.