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A ingresso em vigor da lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos na Austrália provocou mudanças imediatas no comportamento de usuários, plataformas e criadores de teor. A medida, considerada inédita no mundo, começou a valer nesta quarta-feira (10) e já gerou potente repercussão no país e no exterior.
Enquanto o governo defende a iniciativa uma vez que uma forma de proteger jovens de riscos ligados ao universo do dedo, adolescentes têm usado as próprias plataformas para mostrar que ainda conseguem acessar seus perfis. Ao mesmo tempo, influenciadores e artistas australianos relatam quedas expressivas em visualizações e seguidores logo nas primeiras 24 horas da regra em vigor.
O que diz o governo australiano
O primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que a temporada inicial seria “irregular”, mas reforçou que a lei tem caráter obrigatório e visa reduzir problemas uma vez que bullying, distorções de imagem corporal e efeitos de algoritmos considerados viciantes. Em entrevista à Sky News, ele destacou que adolescentes que publicam mensagens exibindo que ainda estão ativos nas plataformas somente facilitam a identificação para que seus perfis sejam retirados do ar.
A legislação, aprovada com esteio bipartidário, exige que dez grandes plataformas — incluindo TikTok, Instagram e YouTube — bloqueiem perfis de menores de 16 anos, sob risco de multa que pode chegar a 49,5 milhões de dólares australianos. O governo reconhece que as empresas levarão qualquer tempo para ajustar seus processos, mas afirma que o cumprimento será cobrado.
A ministra das Comunicações, Anika Wells, declarou que o regulador vernáculo solicitará às plataformas relatórios com o número de contas de menores registradas nos dias anteriores e posteriores à vigência da lei. Segundo dados citados pelo governo, murado de 200 milénio contas foram desativadas no TikTok desde quarta-feira.
Reações internacionais e debate público
A política australiana tem atraído atenção global. Países uma vez que França, Dinamarca e Malásia estudam modelos semelhantes, enquanto nos Estados Unidos o senador republicano Josh Hawley elogiou a medida. A discussão envolve especialistas de diferentes áreas: o psicólogo norte-americano Jonathan Haidt classificou o proscrição uma vez que um dos passos mais relevantes na proteção de crianças online, enquanto a apresentadora Oprah Winfrey afirmou que a regra pode modificar o porvir de toda uma geração.
O debate, porém, não é consensual. A UNICEF alertou que a medida pode empuxar jovens para ambientes digitais menos regulados e destacou que o proscrição não substitui melhorias estruturais nas plataformas, uma vez que design mais seguro e políticas de moderação mais robustas. A Meta, por sua vez, reiterou sua posição contrária à lei, afirmando que a emprego pode ser inconsistente e não necessariamente resultará em maior segurança.

Procura por VPNs e transmigração para outros apps
Com a novidade regra, o interesse por VPNs atingiu seu maior nível em dez anos, segundo dados públicos da procura do Google. Outrossim, plataformas não incluídas no proscrição subiram rapidamente nos rankings de downloads, revelando um movimento de usuários tentando contornar as restrições.
O app Lemon8, da ByteDance, passou a exigir idade mínima de 16 anos, enquanto a plataforma Yope relatou à Reuters um propagação rápido para murado de 100 milénio usuários australianos — metade deles com mais de 16 anos. A empresa disse ao regulador sítio que se considera um serviço de mensagens privadas, e não uma rede social.
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Além dos impactos para jovens, a novidade política já afeta diretamente o trabalho de criadores digitais no país. Muitos relatam subtracção brusca nas métricas que sustentam parcerias comerciais e estratégias de engajamento.
O fundador Josh Partington, que costuma entender 100 milénio visualizações em vídeos no TikTok, afirmou ao Reuters que seu primeiro teor posteriormente a lei registrou menos de 10 milénio views. Ele também perdeu murado de 1.500 seguidores no Instagram. “É um pouco terrível”, disse, explicando que boa secção de seu público mais jovem é altamente engajada.

O comediante Mitch Dale, com murado de 200 milénio seguidores, disse que já avalia ajustar horários de postagem, antes planejados para coincidir com o término do período escolar — quando adolescentes costumavam acessar as redes. Para ele, a queda no engajamento inicial pode exigir mudanças na estratégia de publicação.
O músico independente Harry Kirby, de 18 anos, relatou a perda de murado de milénio seguidores no Instagram: “Eles simplesmente desapareceram”, afirmou. Ele destacou que manter contato direto com fãs é secção forçoso do seu trabalho.
O governo reforça que as plataformas deverão informar quantas contas de menores continuam ativas, garantindo séquito do impacto da novidade política.