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Austrália começa a bloquear menores de 16 em redes como TikTok e Instagram

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/12/2025 às 08:07 · Atualizado há 14 horas
Austrália começa a bloquear menores de 16 em redes como TikTok e Instagram
Foto: Reprodução / Arquivo

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A Austrália começou a infligir, nesta quarta-feira (10), o exílio inédito que impede menores de 16 anos de manter contas em redes sociais porquê TikTok, Instagram e X/Twitter. As plataformas são obrigadas a bloquear usuários sob pena de multas que chegam a aproximadamente R$ 174 milhões.

A medida inaugura um experimento observado por governos de todo o mundo. Enquanto milhares de contas de adolescentes são desativadas, a Austrália testa uma novidade era de verificação de idade, enfrenta resistências sobre privacidade e liberdade de sentença. E lida com a reação de jovens que cresceram conectados.

Austrália estreia um exílio sem precedentes e força plataformas a bloquear milhões de jovens usuários

O exílio entrou em vigor à meia-noite desta quarta, exigindo que dez grandes plataformas bloqueassem menores de 16 anos. 

“Centenas de milhares” de contas de adolescentes em redes sociais devem ser bloqueadas ao longo dos próximos dias, segundo o governo australiano (Imagem: Studio Nut/Shutterstock)

A lista inclui redes amplamente usadas por adolescentes australianos. Além das citadas no primeiro parágrafo desta material, estão nesta lista: YouTube, Snapchat, Reddit, Facebook, Threads e Twitch. 

O número de contas afetadas é massivo: só o TikTok removeu mais de 200 milénio perfis. E “centenas de milhares” ainda devem transpor do ar ao longo dos próximos dias, segundo o governo australiano (via Reuters). As empresas que descumprirem as regras podem enfrentar multas milionárias, o que coloca o setor sob pressão imediata.

As plataformas atingidas foram classificadas pelo governo porquê serviços tal qual objetivo mediano, ou um objetivo significativo, é promover interação social. 

Já um conjunto significativo de aplicativos ficou de fora da primeira leva. Entre esses, estão: WhatsApp, Messenger, Discord, Roblox, Steam, Pinterest, Google Classroom e YouTube Kids. A lista, segundo autoridades, continuará em revisão conforme adolescentes migrarem para novos espaços.

O governo australiano defende que a medida é uma resposta urgente a problemas que se agravaram nos últimos anos: bullying do dedo, riscos de ataque, pressão estética, desinformção e preocupações crescentes com saúde mental de adolescentes. 

Para o primeiro-ministro Anthony Albanese, a iniciativa procura prometer que “crianças tenham puerícia” e reduzam a submissão de telas. Ele descreveu a data porquê “um dia de orgulho” para famílias.

Na prática, as plataformas foram obrigadas a implementar mecanismos próprios para identificar usuários menores de idade, já que a lei não impõe um padrão único. 

As empresas podem recorrer a uma combinação de reconhecimento facial, estimativa de idade por comportamento, documentos complementares, dados de conta ou verificadores externos. O governo proibiu que o pedido de documento solene seja a única forma de comprovação. 

Reações expõem tensões entre proteção, privacidade e o impacto social do sumiço forçado de jovens das redes

O início do exílio provocou uma vaga de despedidas que tomou redes sociais nas últimas horas antes do prazo final. Adolescentes postaram vídeos, montagens e contagens regressivas, num movimento coletivo que misturava humor, nostalgia e impaciência. 

Redes sociais na Australia
Nas últimas horas antes do prazo final, uma vaga de postagens de despedida de usuários jovens tomou conta de redes sociais na Austrália (Imagens: Mehaniq/Shutterstock e 13_Phunkod/Shutterstock)

Muitos encararam o “último post” porquê um rito de passagem, sinalizando a perda de espaços de convívio virtual que moldaram amizades e rotinas.

Algumas postagens viralizaram, conforme mostrado pelo G1. Uma delas foi a de Leila, jovem com perfil dirigido pela mãe. Ela escreveu: “Adeus, TikTok. Vejo você daqui 4 anos”. Anh Tuan, jovem com milhares de seguidores, agradeceu o pedestal e disse que voltará “em 2 ou 3 anos”. 

Para alguns jovens, o exílio trouxe susto de isolamento. Houve quem dissesse que ficaria “totalmente sozinho” até completar 16 anos. 

Em comunidades de nicho, mormente grupos LGBTQIA+ ou adolescentes de áreas remotas, o bloqueio foi visto porquê uma prenúncio ao aproximação à informação e ao suporte emocional

Ainda assim, secção dos adolescentes afirmou que a decisão pode trazer qualquer consolação. “Talvez seja para o nosso muito”, disse uma usuária, citando o excesso de tempo gasto diante das telas.

As críticas ao padrão australiano se intensificaram conforme o exílio se aproximava. Especialistas alertam que a medida pode puxar jovens para espaços digitais menos seguros, sem moderação e com riscos maiores, segundo o The Verge e o New York Times

Organizações de direitos digitais questionam o uso de biometria na verificação de idade e afirmam que adolescentes podem facilmente recorrer a VPNs para contornar restrições. 

Plataformas porquê Meta, YouTube e Reddit argumentam que o exílio remove ferramentas de segurança importantes e não resolve problemas estruturais do ecossistema do dedo.

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Ao mesmo tempo, a decisão australiana acendeu um alerta global. Dinamarca, Malásia, Novidade Zelândia, União Europeia e vários estados dos EUA estudam medidas semelhantes e articulam projetos de lei inspirados no padrão. 

O governo australiano apresenta o exílio porquê um “marco” que pode redefinir a relação de jovens com tecnologia. No front jurídico, o país já enfrenta uma ação na Suprema Namoro movida por adolescentes que alegam violação do recta à notícia política. Enquanto isso, o Reddit avalia negar a legislação.

(Essa material também usou informações de Bloomberg e The Guardian.)

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