O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump é visto como uma oportunidade para o petista mostrar boa relação com o republicano e neutralizar o discurso de que o senador Flávio Bolsonaro seria o único candidato presidencial bem conectado com a Casa Branca.
Entretanto, o tema mais sensível na relação entre os dois governos é a ameaça americana de classificar como grupos terroristas facções criminosas brasileiras, como o PCC e o CV. A medida, na visão do Palácio do Planalto, abriria espaço para interferências dos Estados Unidos em território brasileiro.
O especialista em relações internacionais Guilherme Casarões afirma que o risco é a campanha de Flávio Bolsonaro usar a resistência à classificação das facções como grupos terroristas para acusar a gestão petista de fraqueza ou cumplicidade contra esses grupos criminosos.