Há desespero na voz do jovem etíope Habtom quando conseguiu falar com a BBC pelo telefone de sua cela, em uma prisão na Arábia Saudita, onde aguarda a execução.
Ele é mais um no número crescente de etíopes em prisões sauditas que enfrentam a possibilidade de execução por tráfico de drogas.
Segundo a Anistia Internacional, 17 etíopes foram executados nos primeiros sete meses de 2023, o maior número entre os não sauditas.
A Arábia Saudita utiliza a pena de morte para criminosos condenados por tráfico de drogas, o que levou a organizações de direitos humanos a questionar a justiça do sistema legal.
O juiz tem a faculdade de condenar a pena de morte sem que o réu tenha acesso a um advogado ou aos autos do processo.
A transparência é praticamente nula em todo o processo judicial, da sentença à revisão pela Suprema Corte e à ratificação pelo rei.