O Brasil decidiu expulsar do país Sergey Vladimirovich Cherkasov, um suposto espião russo condenado a 15 anos de prisão por uso de documento falso. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (6/7).
A rede de disfarces
Segundo a Polícia Federal, Cherkasov era um dos 9 supostos espiões russos que usaram documentos brasileiros como parte dos seus disfarces. Ele se passava por um brasileiro chamado Victor Muller Ferreira e havia sido aprovado em um programa de estágio no Tribunal Penal Internacional, em Haia.
Cherkasov foi preso em Amsterdã, na Holanda, em abril de 2022, quando tentava entrar no país. Ele foi mandado de volta ao Brasil e condenado a 15 anos de prisão, pena que foi reduzida para 5 anos.
A investigação
A investigação revelou que a Rússia orquestrou uma operação diplomática para tentar retirar um dos seus supostos espiões da prisão e levá-lo de volta ao seu país natal.
Outros suspeitos de serem espiões russos foram identificados, incluindo José de Assis Giammaria, que se passava por uma brasileira e trabalhava em uma universidade no Ártico, e Gerhard Daniel Campos, que se passava por um brasileiro e trabalhava em uma joalheria em Brasília.