Imagine caminhar pela praia de Ipanema numa tarde de verão, mas, ao invés de sentir a brisa refrescante, você está exposto ao calor extremo da favela Vidigal.
Milhões de pessoas em todo o mundo enfrentam essa realidade, e o problema não é apenas local, mas também uma questão global.
A 'pobreza de refrigeração' é um problema real
Nossos estudos mostram que a 'pobreza sistêmica de refrigeração' afeta 3 bilhões de pessoas, quase a metade da população mundial.
O calor extremo não é apenas um problema da região, mas também uma questão urbana, com as cidades tendo infraestrutura física e social desigual, afetando os moradores mais pobres em maior medida.
Infraestrutura e desigualdade
A capacidade de refrigeração não é apenas uma questão de tecnologia, mas sim de infraestrutura e desigualdade.
Moradores de áreas mais pobres têm menos acesso a ar-condicionado, ruas e parques com sombra de árvores e moradias com isolamento térmico.