Os estádios da Copa do Mundo de 2026 se tornaram um espelho da dieta ultraprocessada do Brasil. O cardápio dos torcedores brasileiros é composto por cerveja industrializada, refrigerante, hot dog, hambúrguer, batata frita e nuggets, produtos que se enquadram na categoria de alimentos ultraprocessados.
De acordo com um levantamento de preços e oferta de alimentos em cinco estádios, a falta de alternativas saudáveis é um problema sério. A entrada de alimentos e bebidas trazidas de fora é proibida, com exceções pontuais, e o torcedor não tem escolha a não ser entre marcas e porções dentro da mesma categoria de produto.
Essa dieta ultraprocessada não é exceção, mas sim a norma do consumo alimentar fora de casa no Brasil. Eventos de massa como a Copa do Mundo funcionam como uma versão concentrada e visível do ambiente obesogênico que já é cotidiano fora dos estádios.
Mas há um caminho alternativo. Na Copa do Mundo de 2022, no Catar, a Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalhou para garantir que mais de 30% dos itens vendidos nos estádios atendessem a critérios nutricionais da OMS e pratos populares foram reformulados.