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Senado Federal 2027: PL Lidera Bancada com 19 Partidos Representados

Confira como ficou a nova configuração do Senado a partir de fevereiro de 2027, com o Partido Liberal à frente e a incerteza sobre Deltan Dallagnol.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 29/10/2026 às 13:56 · Atualizado há 1 semana
Senado Federal 2027: PL Lidera Bancada com 19 Partidos Representados
Foto: Reprodução / Arquivo

Após as eleições de 25 de outubro, a configuração do Senado Federal para o período a partir de fevereiro de 2027 está praticamente definida. Um total de dezenove partidos conquistaram representação na Casa, com o Partido Liberal (PL) emergindo como a maior força política.

PL Lidera, PT e MDB na Sequência

O Partido Liberal (PL) consolidou sua posição como a maior bancada, garantindo 29 das 81 cadeiras do Senado. Essa projeção considera os 54 parlamentares eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que se estendem até 2031 e as substituições decorrentes da eleição de senadores para governos estaduais.

Em seguida, o Partido dos Trabalhadores (PT) contará com 10 senadores. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) terá oito representantes, enquanto o Progressistas (PP) elegeu seis. União Brasil e Republicanos asseguraram cinco cadeiras cada. O Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) terão quatro senadores cada. O Novo elegeu três, e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Podemos terão dois representantes cada. Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT) completam a lista com um senador cada. O senador Romário (RJ) permanece sem filiação partidária.

Bancada Feminina e Alta Renovação

A representação feminina no Senado alcançará 19 integrantes, correspondendo a 23,5% das 81 cadeiras. Este número inclui as 12 mulheres eleitas em outubro e outras sete que já exerciam mandatos iniciados em 2023. Entre as novidades, destaca-se Cheila Moreira (PT-AM), que assumirá a vaga de Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas.

A Casa Legislativa passará por uma significativa renovação de 74% nos 54 mandatos disputados neste ano, com 40 novas faces. Dos 32 parlamentares que buscaram a reeleição, 14 conseguiram permanecer, o equivalente a 43,7%. Além disso, mudanças ocorrerão nas 27 cadeiras não disputadas, como Alex Diniz (PL) assumindo a vaga de Cleitinho (Republicanos) em Minas Gerais, e Luís Felipe Cunha (PL) substituindo Sergio Moro (PL) no Paraná, ambos eleitos governadores. Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), embora derrotados nas disputas estaduais, mantêm seus mandatos no Senado.

Futuro de Deltan Dallagnol em Aberto

A composição final do Senado ainda aguarda uma decisão crucial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos. O questionamento remonta à cassação de seu registro de deputado federal em 2023, sob a alegação de que sua exoneração do Ministério Público Federal visava contornar a Lei da Ficha Limpa.

Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro, mas a decisão foi contestada no TSE. Em 3 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu individualmente o registro. No dia seguinte, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão, permitindo a contabilização dos votos. O julgamento pelo Plenário do TSE, inicialmente previsto para 8 de outubro, foi adiado e ainda não tem nova data.

Caso o TSE confirme o indeferimento, os votos de Dallagnol serão anulados, e uma eleição suplementar será convocada no Paraná para preencher a vaga, o que poderá alterar a projeção partidária para 2027.

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