Em 1996, o massacre de Eldorado dos Carajás marcou um ponto de inflexão na luta pela reforma agrária no Brasil. 19 trabalhadores rurais foram assassinados pelo Exército, e apenas dois comandantes foram condenados a 240 anos de prisão. A justiça não foi feita, e a investigação não avançou.
O massacre e suas consequências
Em 17 de abril de 1996, três mil pessoas marchavam no sul do Pará em direção a Belém para exigir o assentamento em uma fazenda grilada de terras públicas e trabalho escravo. Os Sem Terra caminhavam de forma ordeira, quando dois pelotões da Polícia Militar do Pará cercaram a marcha de ambos os lados.
O lamento dos familiares
O massacre marcou a história do país e o 17 de abril se transformou em dia de luta pela Reforma Agrária no Brasil e no mundo. Mas para além disso, o MST busca mudar o rumo da reforma agrária. Para isso, defende a eliminação do latifúndio improdutivo e a retomada das desapropriações, bem como a defesa da natureza e a promoção da agroecologia.
O caminho do povo
Nosso movimento realizou uma marcha nacional um ano após o massacre, caminhando 1.500 km para ir a Brasília exigir justiça e reforma agrária. E agora, após 30 anos, a luta continua, não apenas para que a justiça seja feita, mas também para uma reforma agrária popular que atenda às necessidades de todo o povo brasileiro.