Reforma no Argentina
A Argentina aprovou uma reforma trabalhista que permite jornadas de até 12 horas por dia e retira direitos dos trabalhadores.
Enquanto o Brasil discute o fim da escala 6x1, a Argentina caminha na direção oposta.
A reforma, que foi aprovada em fevereiro, também permite o fracionamento do período de 30 dias de férias e a classificação de motoristas e entregadores de aplicativos como 'trabalhadores independentes' ou autônomos.
Os sindicatos argentinos protestam contra as mudanças, que consideram um retrocesso e uma ameaça aos direitos e bem-estar dos argentinos.
A reforma também passou a permitir a jornada de trabalho de até 12 horas por dia,
mas com respeito ao limite máximo de 48 horas semanais.
A mensagem que a reforma passa é de retrocesso, diz o professor de Direito do Trabalho da Universidade de Palermo, Miguel Ángel Maza.
A reforma na Argentina chama atenção especial no Brasil, onde atualmente a Câmara de Deputados caminha para aprovar o fim da escala de trabalho 6x1 com um período curto de transição.