O tema foi debatido por Alexandre Vermeulen, presidente da Invest.Rio; Francine Tavares, consultora de pesquisa e CEO da Dobra; Cristiane Moura, gerente sênior de inovação e sustentabilidade da BIP Consulting; Leticia Gabriella, diretora de Projetos Especiais na Central Única das Favelas (Cufa); e Daniel Barros, CEO do Porto Maravalley. A mediação foi de Rennan Setti, da coluna Capital, de O GLOBO.
A importância da retenção de talentos foi o tema central do painel. Moura, da BIP Consulting, destacou que os novos entrantes do mercado de trabalho buscam mais do que uma carreira sólida e que as grandes empresas precisam mudar a mentalidade. “As pessoas querem trabalhar em um ambiente menos burocrático, onde têm liberdade para falar, cocriar. É preciso colocar essas pessoas no centro”, disse.
Tavares, da Dobra, comentou sobre como existe dificuldade na conexão entre pesquisadores e o mercado – e que essa seria uma oportunidade para driblar a falta de emprego dentro das universidades. “A gente forma pessoas muito qualificadas que não terão onde aplicar o conhecimento, encontrando oportunidades fora do Rio de Janeiro e fora do Brasil. Quantas empresas nasceram dentro de universidades, como o iFood, e não sabemos?”, questionou.
Barros, do Porto Maravalley, afirmou que o hub trabalha como facilitador na conexão entre os universitários e as empresas que integram o ambiente – são 35 companhias no momento, de grandes empresas como Eletrobras a startups de diferentes estágios. “Queremos que entendam que existe espaço, caminho e oportunidades. Devemos alavancar mais as coisas boas para que as empresas queiram estar aqui, ter um pacto maior entre todos os representantes da cidade para abraçar a nossa vocação de inovação”, opinou.
Gabriella, da Cufa, ressaltou que para que a cidade seja mais inovadora é preciso incluir a periferia – com 16 milhões de pessoas morando em favelas, esses espaços marginalizados movimentam mais de R$ 200 bilhões em recursos próprios. “É um desafio histórico da sociedade, temos o papel de trazer a favela como protagonista e não mais coadjuvante. As marcas e empresas já veem o potencial, mas é preciso fazer o investimento”, declarou.