Nesta quarta-feira (10/9), o cofundador da Oracle, Larry Ellison, 81 anos, desbancou Elon Musk e agora é o homem mais rico do mundo. Segundo a Bloomberg, o empresário viu sua fortuna crescer US$ 101 bilhões (R$ 546,6 bilhões). Agora, ele soma US$ 393 bilhões (R$ 2,1 trilhões). A notícia vem após a Oracle anunciar o fechamento de quatro contratos bilionários na terça (9), consolidando seu crescimento como provedoras de nuvem.
Grande parte da fortuna de Ellison vem de sua fatia de 41% da Oracle. Fundador do negócio, o norte-americano, que nunca chegou a terminar a faculdade, atua como presidente do conselho e diretor de tecnologia da empresa. O bilionário também foi CEO da multinacional, mas deixou o cargo em 2014, após 37 anos no comando.
Ellison ainda é dono de parte da Paramount Skydance, um dos mais tradicionais estúdios de Hollywood. Entre os feitos do empresário está a criação de um banco de dados para a CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) enquanto trabalhava na Ampex Corporation. Ele também integrou o conselho da Tesla (fundada por Elon Musk) entre 2018 e 2022.
A Oracle nasceu em 1977, no Vale do Silício, Califórnia. A empresa foi fundada por Ellison, Bob Miner e Ed Oates, inicialmente sob o nome Software Development Laboratories. Em 1982, passou a se chamar Relational Software Inc. Quatro anos depois, tornou-se uma companhia de capital aberto, sendo oficialmente rebatizada como Oracle Corporation.
Em 1987, a Oracle já era considerada a maior empresa de gerenciamento de bancos de dados do mundo, com mais de US$ 100 milhões em vendas e cerca de 4,5 milhões usuários finais espalhados por 55 países.
A partir de 1995, sob a liderança do então CEO Larry Ellison, a companhia passou a direcionar seu foco para o fornecimento de software via internet, antecipando a era da computação em nuvem. Esse movimento estratégico consolidou a posição da Oracle como uma das maiores empresas de tecnologia do planeta.
De acordo com a Forbes, cuja metodologia é diferente da Bloomberg, Ellison segue na segunda posição do raking, atrás de Musk.