"Sr. Armani, como sempre foi chamado com respeito e admiração pelos funcionários e colaboradores, faleceu pacificamente, cercado por seus entes queridos. Incansável, trabalhou até os últimos dias, dedicando-se à empresa, às coleções, aos diferentes e sempre novos projetos em andamento e por vir", diz o texto.
Após trabalhar por quase uma década ao lado do estilista Nino Cerruti, Armani decidiu seguir carreira solo. Em 1975, aos 41 anos, cofundou sua própria grife com o arquiteto Sergio Galeotti, parceiro de vida e de negócios, falecido em 1985. O início foi modesto, mas a visão era grandiosa.
A marca cresceu e se diversificou: hoje, inclui linhas como Armani Privé (alta-costura), Emporio Armani, Armani Exchange, além de produtos de beleza, perfumes, como o Acqua Di Giò, homewear e até hotéis de luxo em Milão e Dubai.
Ainda assim, nem tudo foi glamour. Em 2006, em meio a crescentes críticas à indústria da moda, o estilista baniu modelos com Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 18 de seus desfiles, como forma de combater os distúrbios alimentares no setor. A atitude foi elogiada, mas também gerou debates sobre padrões e saúde na moda.
A fortuna pessoal de Giorgio Armani é estimada em US$ 12,1 bilhões, segundo informações da revista Forbes. Mais impressionante que o número, porém, é sua dedicação à própria marca: até seus últimos dias, ele atuava como presidente, CEO e diretor criativo do grupo que leva seu nome.