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Inspirados por sobrinho, empreendedores criam robô que ajuda crianças com paralisia a andar | Ideias de negócios

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 30/11/2025 às 06:01 · Atualizado há 1 dia
Inspirados por sobrinho, empreendedores criam robô que ajuda crianças com paralisia a andar | Ideias de negócios
Foto: Reprodução / Arquivo

Muitas das grandes invenções do mundo nascem de uma dor pessoal, e a história da Trexo Robotics não é dissemelhante. Tudo começou quando Manmeet Maggu e Rahul Udasi, dois amigos que estudavam na Universidade de Waterloo, no Canadá, receberam uma notícia: o sobrinho de Maggu, que vivia na Índia, havia sido diagnosticado com paralisia cerebral.

Ao investigarem o porvir da rapaz, os estudantes descobriram que o menino passaria a maior secção da vida em uma cadeira de rodas, enfrentando as complicações de saúde decorrentes do sedentarismo forçado. Maggu imaginou que um exoesqueleto poderia ser a solução, mas logo percebeu uma vácuo no mercado: não havia nenhum dispositivo desse tipo disponível para o público infantil.

Foi o início de uma jornada de anos de prototipagem, sentimento 3D de componentes e testes exaustivos. Udasi uniu-se ao projeto e, depois muito desenvolvimento, Maggu viajou para a Índia para testar o resultado com a família.

“Na primeira vez que tentamos, não funcionou”, disse Maggu ao Tech Crunch. “Mas meu irmão tem uma fábrica em Délhi, portanto fizemos algumas modificações e tentamos novamente. Foi quando vi meu sobrinho tentar andejar com o dispositivo pela primeira vez.”

O resultado desse esforço empreendedor é o Trexo, um exoesqueleto robótico que hoje está mudando vidas longe da Índia, em um meio de bem-estar no Canadá. O First Steps Wellness Center, uma organização sem fins lucrativos em Regina, recebeu uma unidade do equipamento — medido em US$ 100 milénio (equivalente a R$ 537.680,00, na cotação atual) — graças a uma doação anônima.

O dispositivo funciona de maneira inteligente: recluso ao andador, a rapaz tem seus movimentos monitorados por sensores nos quadris e joelhos. Esses sensores detectam a intenção de movimento do tronco e das pernas e enviam comandos para motores que auxiliam ou completam os passos.

Segundo Andy Schmidt, do First Steps, o diferencial do Trexo em relação a outros dispositivos é permitir que os pés da rapaz toquem o solo. “É melhor para os ossos, é melhor para o desenvolvimento da rapaz. Imagine se você ou eu estivéssemos vagando por nuvens de ar, porquê seria a sensação? Não daria muita percepção”, afirmou Schmidt.

O impacto da tecnologia de Maggu e Udasi já é visível. Leo, um menino nascido com uma doença genética rara e com prognóstico de nunca andejar, é um dos beneficiados no meio canadense. Sua mãe, Anna Begelfer, testemunhou o fruto desenvolver musculatura e dar passos sozinho.

“Ele consegue andejar. Ele pode fazer secção do grupo porquê todo mundo”, disse Begelfer à CBC News. “Estou com um insensível na ventre, não consigo crer.”

Do ponto de vista de negócios, a Trexo Robotics adotou uma estratégia astuta para chegar ao mercado. O resultado foi comercializado porquê um dispositivo de tirocínio e terapia, o que permitiu a Maggu contornar os longos atrasos de aprovação da FDA (escritório reguladora dos EUA).

No entanto, essa classificação impede a cobertura por planos de saúde. Para resolver a questão do dispêndio saliente, a empresa disponibilizou o equipamento para locação, permitindo que mais famílias tenham aproximação à tecnologia. Atualmente, existem seis exoesqueletos vendidos e em uso, provando que a solução criada para um sobrinho tem potencial de graduação global.

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