Aos 18 anos, o norte-americano Sal Longo fazia entregas de um único castelo inflável de uma creche, que alugava como trabalho extra. Com o tempo, o que antes era um “bico” se transformou na Busy Bee Jumpers, empresa especializada na locação de castelos infláveis, escorregadores aquáticos, circuitos de obstáculos e tendas, que hoje fatura mais de R$ 27 milhões por ano.
Antes da pandemia, a Busy Bee oferecia uma grande variedade de produtos e serviços — de eventos corporativos a brinquedos mecânicos e noites de cinema —, o que sobrecarregava a equipe e gerava margens baixas. Após a reabertura da economia, Longo repensou o modelo e decidiu voltar ao essencial, focando nos itens mais procurados e rentáveis: os pula-pulas.
A empresa também implementou um sistema de roteirização e acompanhamento da utilização dos equipamentos, tornando a operação mais eficiente e escalável.
“Depois que focamos, escalamos muito mais rápido. Faturamos US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 27 milhões) em 2024 e estamos a caminho de US$ 7 milhões em 2025”, afirmou Longo ao The Entrepreneur. Se o previsto para este ano se concretizar, o faturamento será equivalente a R$ 38 milhões.
Com o modelo validado, Longo decidiu expandir a operação por meio de franquias. O formato permite crescimento rápido, com menor investimento de capital, mantendo uma operação enxuta e replicável. Já estão previstas três unidades, e entre os primeiros franqueados estão a CFO da empresa e o CEO da seguradora que atende a Busy Bee.
O objetivo agora é consolidar essas primeiras franquias e abrir para mais cinco. “O franqueado ideal não tem medo de arregaçar as mangas e fazer uma entrega, se necessário. Essa mentalidade é o que garantiu o sucesso das três primeiras franquias — e é o que buscamos à medida que crescemos”, conclui Longo.