O post, que soma 366 comentários e mais de 5 mil reações, foi feito no último domingo (6/4). Nele, a vítima conta que o marido havia contratado o serviço para a manhã de sábado, por R$ 670. Quatro homens compareceram na residência para realizar o combinado, entre 9h e 11h. Ao final do atendimento, ela afirma que o esposo foi coagido a pagar R$ 3,7 mil. “A situação gerou uma discussão, mas, sob pressão, o meu marido acabou realizando o pagamento”, diz o texto.
Arrelaro listou tudo o que foi levado da sua casa e afirmou que o ambiente foi vandalizado. “Como se não bastasse a violência, urinaram na parede da nossa sala. Toda a casa foi deixada revirada. Nossa privacidade, segurança e dignidade, completamente violadas”, declarou. Segundo ela, a GetNinjas não respondeu aos contatos por e-mail, site e redes sociais. Arrelaro acrescentou que estava em busca de apoio jurídico e já havia registrado boletim de ocorrência. PEGN tentou contato com a empresa, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto.
Às 15h04, nós dois saímos de casa para um compromisso. Exatamente às 15h09, as câmeras de segurança do vizinho registraram um homem com uma mochila de entregas tocando a campainha da nossa casa. Ele aguardou alguns segundos, percebeu que não havia ninguém e, em seguida, fez um sinal para um carro que estava estacionado logo à frente.
A plataforma para cotação e contratação de profissionais como professores particulares, encanadores, pedreiros, pintores e jardineiros foi fundada em 2011 por Eduardo L’Hotellier. Ao longo da trajetória, a startup recebeu milhões em aportes financeiros de fundos como Monashees, Kaszek e Tiger Global Management. Dez anos depois, abriu o capital na B3, com valor de mercado em torno de R$ 1 bilhão.
Em maio de 2023, a GetNinjas realizou um corte de funcionários, reduzindo o quadro em 20%. Segundo nota enviada à imprensa na época, as demissões tiveram como objetivo “adequar as despesas e preparar o negócio para o futuro, mantendo seu crescimento com sustentabilidade”. A plataforma havia reportado prejuízo de R$ 2,07 milhões no primeiro trimestre daquele ano e queda de 21% nas solicitações de serviços no período.