O Banco do Nordeste (BNB) vem desempenhando um papel decisivo na expansão do setor de franquias e no fortalecimento das micro e pequenas empresas (MPEs) na sua área de atuação, que compreende os nove estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. O tema foi destaque no 2º Fórum do Nordeste — Uma Nova Fronteira do Desenvolvimento do Brasil, promovido no Rio de Janeiro em 24 de julho. O evento teve a participação de Paulo Câmara, presidente do BNB; Marcio Steffani, diretor financeiro de crédito e captação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); Moacir Marcos Junior, diretor de RI e captação do Grupo Inpasa Brasil; Luiz Abel Amorim de Andrade, diretor de negócios do BNB; e Fernando Ribeiro, diretor regional Norte e Nordeste da Associação Brasileira de Franchising (ABF).
No painel Franquias e o Potencial do Nordeste, os convidados discutiram as oportunidades de crescimento do modelo na região. A instituição financeira vem ampliando significativamente os aportes: em 2024, destinou R$ 6 bilhões às MPEs, um crescimento de 28,8% em relação a 2022. Só no primeiro semestre de 2025, os investimentos somaram R$ 2,9 bilhões.
Além dos tradicionais programas de microcrédito, o banco destina 65% do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para públicos prioritários, como microempreendedores urbanos e rurais e pequenos negócios. “Temos um share de 20% nesse segmento, que responde por 65% dos empregos da nossa carteira”, afirmou Luiz Abel Amorim de Andrade.
A força do modelo de negócio
O Nordeste já representa 17% de todas as franquias no Brasil, segundo a ABF. Só no terceiro trimestre de 2024, o setor faturou mais de R$ 10 bilhões na região, com alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. No consolidado anual, o faturamento nordestino chegou a R$ 39 bilhões.
De olho nesse movimento, o BNB tem investido fortemente em franchising. O número de contratos nesse modelo de negócio quase dobrou de 2023 para 2024, com salto de 20 para 46, e os aportes aumentaram de R$ 11,4 milhões para R$ 37,3 milhões. As linhas de crédito contemplam desde capital de giro até implantação, modernização de unidades, aquisição de equipamentos e pagamento da taxa de franquia.
“Financiamos desde franquias em fase inicial até redes consolidadas que buscam se expandir. Oferecemos prazos de até 12 anos, com carência de quatro anos, e juros a partir de 0,56% ao mês”, detalhou Andrade. Já as franquias existentes podem acessar capital de giro com juros de 0,73% ao mês e até três meses de carência.
A sintonia entre o banco e o setor de franquias deve se afinar ainda mais nos próximos meses, com a previsão de um acordo de cooperação com a ABF para ampliar o acesso ao crédito e orientar interessados em empreender nesse modelo.
Para Fernando Ribeiro, a maturidade regional já permite a interiorização das redes. Com experiência como franqueado no setor de alimentação, ele destacou: “O setor não conhece a maré baixa. Depois da pandemia, voltou a crescer dois dígitos ao ano. Em 2023, subiu 13,5% e a projeção para 2025 é de 10%”.
O presidente do BNB, Paulo Câmara, reforçou o papel da instituição no apoio ao desenvolvimento das franquias em escala regional. “Oferecemos condições muito favoráveis para quem quer empreender. Além de crédito, damos orientação, o que garante retorno e sustentabilidade aos negócios”, explicou.
Câmara concluiu destacando o valor de eventos como o Fórum Nordeste para consolidar parcerias estratégicas. Segundo ele, “discutir o futuro com base em ações concretas nos dá a certeza de que estamos no caminho certo para ampliar as oportunidades”.
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