Uma casa alugada com seis suítes, sauna, academia e um chef particular, água mineral enviada até o outro lado do oceano para lavar o cabelo e a exigência de que as frutas usadas em drinques venham de um país específico. Essas são algumas das demandas que uma agente de viagens de luxo recebe todos os dias.
Olivia Ferney trabalha para a empresa Top Tier Travel. Ela é uma “resolvedora de problemas” e relata em suas redes sociais pedidos que soam absurdos para a maioria das pessoas. Seus clientes pagam entre US$ 2.500 e US$ 8.500 (entre R$ 13 mil e R$ 45 mil) por mês por serviços sob medida.
As solicitações são variadas. Um cliente autorizou uma cobrança de US$ 100 mil no cartão de crédito para pagar as férias da filha, desde que ela concordasse em não entrar em contato com ele. Outra, antes de embarcar em uma viagem, exigiu uma consulta com medo de que suas próteses pudessem estourar. Já houve até quem pedisse resgate de helicóptero no mar por não querer esperar as ondas se acalmarem para chegar a uma ilha na Grécia.
Mas essas ligações representam menos de 10% dos pedidos que a agente de viagens recebe. A maior parte não é publicada devido a acordos de confidencialidade. Alguns, no entanto, são figuras de reality show, que não se importam em expor seus comportamentos.
Vinda de uma família de classe média, Ferney hoje já está anestesiada às exigências — o que explica seu semblante tranquilo ao atender telefonemas que pedem objetos enviados de avião ou refeições especiais.
Para clientes multimilionários e bilionários, não há nada que não possa ser realizado. “Essas são pessoas que nunca ouvem um ‘não’. Essa não é uma palavra que elas consigam processar”, contou Olivia ao The New York Times.